domingo, 8 de novembro de 2015

Um domingo qualquer

Estava eu pensando...  entre uma ideia e outra, em meio a uma poesia e outra, adentre a uma filosofia de bar e outra e ate mesmo entre uma conversa pós orgasmo e outra, e  parece que ultimamente as pessoas carecem de companheirismo. Parece que o mundo vem carecendo de companheirismo.  Não sei se é só uma observação minha dos lugares e pessoas onde costumo frequentar ou se realmente vem acontecendo tal fenômeno.  O curioso é que eu já ouvi essa mesma “reclamação” de um bom numero de pessoas (de ponto de vista ate diversificado).  E acabou que fiquei com isso na cabeça. E ai nasce a pergunta; estamos realmente carentes de companheirismo ou é apenas mais um delírio de um mundo conectado virtualmente?

Se sim, o mundo esta mesmo carente de companheirismo, Porque surgiu tal problema? E como nos comportamos em relação a isso? O que eu vejo muito por ai são casais que assumem um rotulo por ego e vontade de se mostrar pra outras pessoas, e no fundo não há conexão alguma entre as partes. Vejo também casais de longa data e com vasta historia mas que não são habituados em dizer um “não” como resposta quando realmente não querem tal coisa. E vejo também aqueles que são desgarrados, solitários por natureza. O que talvez no fundo esse comportamento seja oriundo de uma falta de conexão. E tem aquela coisa também “existe amizade e existe companheiro. Afinal companheiro é companheiro e filho da puta é filho da puta.” E em meio a isso tudo, como definimos companheirismo?

Bom, acho que é justamente por ai que começa o problema. Embora todo mundo tenha uma ideia de companheirismo abrangente, cada um tem uma definição diferente. O que acaba gerando certa divergência. A minha opinião é que o companheirismo começa pelo respeito. O respeito do ser e das ideias que o acompanha. O que não necessariamente você seja obrigado a concordar com tudo. E é justamente ai que o respeito entra. Em segundo plano saber dizer e entender a gravidade de um “não” é crucial.  E esse é um ponto chave no entendimento da coisa também.  Afinal nos somos aculturados a não poder falar não. Aculturados de tal modo que se você dizer “não” é errado. E é por isso que muita gente não consegue negar um pedido mesmo ela odiando a oferta. E ai passa a fazer as coisas para agradar o outro, o que faz com que o respeito não exista. Gerando um efeito cascata.

Imagino que aplicando esses dois conceitos (o “não” e o respeito) atinge-se um estado de entendimento. Entendimento do próprio ser e do ser que o acompanha. Isso faz a verdade ser simples de se compartilhar. Tornando a relação, seja ela qual for, mais confiável. O resto dos atributos se constrói no decorrer da caminhada.

Embora todo esse debate seja apenas uma observação, com muitas pontas soltas e de certa forma um raciocínio ate meio cru, essa é a reflexão que deixo com vocês. Companheirismo! Porque nem sempre se vive de solidão nesse mundo. É preciso interagir e deixar-se interagir. Interagir pra conectar.  Conectar pra aprender e aprender pra acompanhar.


E você, é bom companheiro? Ou alguém pode negar?


Musica tema: Hans Zimmer's Inception in Concert in Vienna

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