domingo, 20 de setembro de 2015

Xadrez com a mente

Você me irrita, logo existo!

E a partir dai vem toda a cascata de fúria, maldade e insensibilidade. Obsessão em verdade e vicio em utopia. Imaginava que a verdade era singular, e todas as versões da verdade fossem inverdades. Quando na verdade, a verdade é abstrata.

 Desde que eu esteja bem acordado, pra onde eu vou não interessa. Eu só tenho que saber de onde sai. E porque sai. E qual a causa que me levou a sair.  Aqui se encaixa uma metalinguística aristotélica de uma mente tentando se materializar. Tentando respirar. Mas a real, é que não temos prova alguma de que a mente exista.  De que você exista!

Tento te entender, mas não te compreendo. Por que compreender é prender com. Prender com alguma coisa. No seu caso, um crânio! O que conhecemos de você são apenas meros fragmentos. Poesias, musicas, livros... E o vasto conhecimento das sinapses neurais e o mapa das químicas no cérebro nos dão uma “prova” da sua existência.  Mas como eu disse, ou melhor, como me ensinaram, a verdade é abstrata. E todas as versões da verdade podem ser uma possibilidade.  É tudo uma questão de como olhar.

E nesse universo de verdades e abstratividades;

“ Mover é respirar e respirar é viver.
  Parar é morrer.
  Remar é viver e viver é difícil.
  Mas viver é melhor que perder tudo que nós somos,
  tudo que nós sabemos,  tudo que nós sentimos.”


Eu ouvi um eco, mas a resposta tinha mudado da palavra que eu lembrava que eu comecei a falar. E ontem à noite, eu aprendi que não existe amanhã depois de um não.

domingo, 13 de setembro de 2015

Passado, Presente e Conexão

Desde que o mundo é mundo, o homem guarda fragmentos de passados. Fotos, objetos, livros, filmes, cartas, emoções, sensações, cheiros. O passado é tudo aquilo que se lembra, imagina que se lembra, se convence que se lembra ou finge que se lembra.

Quando penso nas mulheres do passado, sempre penso na cabeça delas.  Me imagino abrindo seus lindos crânios, desenrolando seus cérebros. Tentando encontrar respostas. As questões básicas de qualquer interação humana. No que você esta pensando? Como você se sente? O que fizemos de nos dois?

Algumas são bem simples de entender. Já outras eu nunca entendi. Mas percebi que o lance não esta no compreendimento e sim no grau de conexão.  Apesar de que algumas vão discordar e dizer que o comprrendimento faz parte da conexão. E talvez pra estas eu não tenha me conectado, apenas compreendido.  Mas pensando ainda de uma maneira meio cru, é o modo como você se conecta a alguém que faz você compreende-la. Ou caso contrario não haveria estimulo suficiente para manter as interações humanas.

Mas acontece que toda vez que nos sentimos conectados sempre lembramos de alguma conexão passada. Umas mal vividas e outras inesquecíveis. Algumas correspondidas e outras roubadas.  Algumas era paixão e outras apenas tesão.  Algumas compreendidas e outras enigmáticas. E ai eu te pergunto; Você trocaria a sua conexão atual por alguma do passado?

Apesar de já ter feito essa pergunta pra muitas mulheres, e elas terem respondido com uma sabedoria bem convicta. O que de certa forma me assustou um pouco. Eu sempre fiquei e ate hoje permaneço sem entender qual o porquê de elas fugirem do que querem. Permanecem procurando um certo corpo em outros corpos. Ate que chega um dia que elas se sentem compreendidas e tornam convictas de que aquilo é o melhor pra ela. E ai eu sempre pergunto;  mas e a conexão?

- A conexão é um desejo. Uma utopia. Que transita entre amor e paixão. Quem tem prazo de validade. Que morre e depois renasce em um rosto diferente, em um acaso diferente, em um contexto diferente, em uma historia diferente. A conexão se dá no aprendizado de cada comprrendimento.

 E você, esta conectado?