domingo, 20 de dezembro de 2015

Palavras cuspidas

Brinco de ser poeta,
Mas poesia não sei fazer.
Alias nem sei como me abastecer
Se poeta eu não consigo ser.
Na verdade eu odeio poesia,
Mas ultimamente venho sofrendo de asfixia.
E encontro nesses versos
Uma maneira de sentir o universo.
Sempre com muitas perguntas e poucas respostas.
Fazendo dessas estrofes um jogo de apostas.
Procurando na filosofia,
Alguma forma de sintonia.
Escutando corações,
E sempre deixando reflexões.
E constantemente pergunto sem muita inspiração;
Sabes a diferença entre amor e paixão?




Musica tema:



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A garota de sorriso pobre


Vivia sempre sorrindo
 Mas seu sorriso era pobre.
 Pobre de sorriso, pobre de alegria.
 Porque no fundo ela só sofria
 Porque tudo doía.

Sorriso dolorido
Não era nada colorido
Seu mundo era cinza, nada ameno
Porque no fundo ela vivia sofrendo.

Então eu a vi
Sempre sorrindo, sempre se escondendo
Sem perceber
Que no fundo eu estava vendo.

Então me aproximei,
E ela se assustou.
Eu disse que amei,
E ela se afastou.

Entao escrevia,
Sem alegria,
Sem sintonia,
O que hoje, virou poesia!


Musica tema : Funkadelic - Maggot Brain

OBS: Odeio poesia, mas essa gritava na minha cabeça.( E vá toma no cú! )
          

domingo, 8 de novembro de 2015

Um domingo qualquer

Estava eu pensando...  entre uma ideia e outra, em meio a uma poesia e outra, adentre a uma filosofia de bar e outra e ate mesmo entre uma conversa pós orgasmo e outra, e  parece que ultimamente as pessoas carecem de companheirismo. Parece que o mundo vem carecendo de companheirismo.  Não sei se é só uma observação minha dos lugares e pessoas onde costumo frequentar ou se realmente vem acontecendo tal fenômeno.  O curioso é que eu já ouvi essa mesma “reclamação” de um bom numero de pessoas (de ponto de vista ate diversificado).  E acabou que fiquei com isso na cabeça. E ai nasce a pergunta; estamos realmente carentes de companheirismo ou é apenas mais um delírio de um mundo conectado virtualmente?

Se sim, o mundo esta mesmo carente de companheirismo, Porque surgiu tal problema? E como nos comportamos em relação a isso? O que eu vejo muito por ai são casais que assumem um rotulo por ego e vontade de se mostrar pra outras pessoas, e no fundo não há conexão alguma entre as partes. Vejo também casais de longa data e com vasta historia mas que não são habituados em dizer um “não” como resposta quando realmente não querem tal coisa. E vejo também aqueles que são desgarrados, solitários por natureza. O que talvez no fundo esse comportamento seja oriundo de uma falta de conexão. E tem aquela coisa também “existe amizade e existe companheiro. Afinal companheiro é companheiro e filho da puta é filho da puta.” E em meio a isso tudo, como definimos companheirismo?

Bom, acho que é justamente por ai que começa o problema. Embora todo mundo tenha uma ideia de companheirismo abrangente, cada um tem uma definição diferente. O que acaba gerando certa divergência. A minha opinião é que o companheirismo começa pelo respeito. O respeito do ser e das ideias que o acompanha. O que não necessariamente você seja obrigado a concordar com tudo. E é justamente ai que o respeito entra. Em segundo plano saber dizer e entender a gravidade de um “não” é crucial.  E esse é um ponto chave no entendimento da coisa também.  Afinal nos somos aculturados a não poder falar não. Aculturados de tal modo que se você dizer “não” é errado. E é por isso que muita gente não consegue negar um pedido mesmo ela odiando a oferta. E ai passa a fazer as coisas para agradar o outro, o que faz com que o respeito não exista. Gerando um efeito cascata.

Imagino que aplicando esses dois conceitos (o “não” e o respeito) atinge-se um estado de entendimento. Entendimento do próprio ser e do ser que o acompanha. Isso faz a verdade ser simples de se compartilhar. Tornando a relação, seja ela qual for, mais confiável. O resto dos atributos se constrói no decorrer da caminhada.

Embora todo esse debate seja apenas uma observação, com muitas pontas soltas e de certa forma um raciocínio ate meio cru, essa é a reflexão que deixo com vocês. Companheirismo! Porque nem sempre se vive de solidão nesse mundo. É preciso interagir e deixar-se interagir. Interagir pra conectar.  Conectar pra aprender e aprender pra acompanhar.


E você, é bom companheiro? Ou alguém pode negar?


Musica tema: Hans Zimmer's Inception in Concert in Vienna

domingo, 1 de novembro de 2015

Base ar

Ascendo um baseado
E baseado em fatos ver-os- símios,
Penso e reflito com meu baseado.
Me baseio de ideias sem base e sem ado.
E no final, eu já embasado de tudo que me baseava
Deixo de basear e apago o baseado!

Musica tema: Mixtape 015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O lance da poesia
Feita com dor e sem cortesia,
É que ela mata por asfixia
O que antes era alegria.

Versos cuspidos pelo coração
Traduz a simples vontade de expressão.
Preenchendo buracos vagos
Com qualquer historia e alguns tragos.

Ai você pensa,
E repensa, e vê que,
Por trás dos tragos e historia
Existe sempre uma dedicatória!


Musica tema:   Mixtape 013

domingo, 18 de outubro de 2015

Frenesi histórico temporal

Estou aqui. Estou ali. Estou sempre em lugar nenhum! Existindo em um espaço temporal que o nomeamos como ano de 2015 D.C. Sabendo muito pouco sobre o passado e ouvindo muitas ideias sobre o futuro. Na verdade o que mais ouço são histórias dos dois fragmentos temporais. A parte engraçada é que nenhum dos dois existe!

Logo as historias são um meio de se falar sobre a passagem do tempo. Uma necessidade de se ter um controle sobre o tempo. Mas o que sempre enxergo nas historias são os sentimentos que guardamos com elas, seja ele qual for, sempre registramos o tempo com algum sentimento. E assim transformamos um pequeno pedaço abstrato de tempo em alguma coisa semi concreta.

Do jeito que falei parece ate magia. Mas quem disse que historias não são coisas magicas? Se temos a necessidade de compartilhar nossas historias a alguém, seja elas experiências peculiares, traumas, aprendizados sábios ou tentativas frustradas, é porque no fundo queremos encher o outro com alguma coisa, seja ela uma lição, um sentimento ou um estado de espirito, que ficou guardado junto com a historia. E se o ouvinte se sentir de alguma forma sensibilizado com sua historia, você fez magia. Você construiu algo dentro de outro ser.


E se nosso objetivo em comum é sermos contadores de historias ao longo do tempo, o seu presente atual é digno de uma boa historia?

domingo, 20 de setembro de 2015

Xadrez com a mente

Você me irrita, logo existo!

E a partir dai vem toda a cascata de fúria, maldade e insensibilidade. Obsessão em verdade e vicio em utopia. Imaginava que a verdade era singular, e todas as versões da verdade fossem inverdades. Quando na verdade, a verdade é abstrata.

 Desde que eu esteja bem acordado, pra onde eu vou não interessa. Eu só tenho que saber de onde sai. E porque sai. E qual a causa que me levou a sair.  Aqui se encaixa uma metalinguística aristotélica de uma mente tentando se materializar. Tentando respirar. Mas a real, é que não temos prova alguma de que a mente exista.  De que você exista!

Tento te entender, mas não te compreendo. Por que compreender é prender com. Prender com alguma coisa. No seu caso, um crânio! O que conhecemos de você são apenas meros fragmentos. Poesias, musicas, livros... E o vasto conhecimento das sinapses neurais e o mapa das químicas no cérebro nos dão uma “prova” da sua existência.  Mas como eu disse, ou melhor, como me ensinaram, a verdade é abstrata. E todas as versões da verdade podem ser uma possibilidade.  É tudo uma questão de como olhar.

E nesse universo de verdades e abstratividades;

“ Mover é respirar e respirar é viver.
  Parar é morrer.
  Remar é viver e viver é difícil.
  Mas viver é melhor que perder tudo que nós somos,
  tudo que nós sabemos,  tudo que nós sentimos.”


Eu ouvi um eco, mas a resposta tinha mudado da palavra que eu lembrava que eu comecei a falar. E ontem à noite, eu aprendi que não existe amanhã depois de um não.

domingo, 13 de setembro de 2015

Passado, Presente e Conexão

Desde que o mundo é mundo, o homem guarda fragmentos de passados. Fotos, objetos, livros, filmes, cartas, emoções, sensações, cheiros. O passado é tudo aquilo que se lembra, imagina que se lembra, se convence que se lembra ou finge que se lembra.

Quando penso nas mulheres do passado, sempre penso na cabeça delas.  Me imagino abrindo seus lindos crânios, desenrolando seus cérebros. Tentando encontrar respostas. As questões básicas de qualquer interação humana. No que você esta pensando? Como você se sente? O que fizemos de nos dois?

Algumas são bem simples de entender. Já outras eu nunca entendi. Mas percebi que o lance não esta no compreendimento e sim no grau de conexão.  Apesar de que algumas vão discordar e dizer que o comprrendimento faz parte da conexão. E talvez pra estas eu não tenha me conectado, apenas compreendido.  Mas pensando ainda de uma maneira meio cru, é o modo como você se conecta a alguém que faz você compreende-la. Ou caso contrario não haveria estimulo suficiente para manter as interações humanas.

Mas acontece que toda vez que nos sentimos conectados sempre lembramos de alguma conexão passada. Umas mal vividas e outras inesquecíveis. Algumas correspondidas e outras roubadas.  Algumas era paixão e outras apenas tesão.  Algumas compreendidas e outras enigmáticas. E ai eu te pergunto; Você trocaria a sua conexão atual por alguma do passado?

Apesar de já ter feito essa pergunta pra muitas mulheres, e elas terem respondido com uma sabedoria bem convicta. O que de certa forma me assustou um pouco. Eu sempre fiquei e ate hoje permaneço sem entender qual o porquê de elas fugirem do que querem. Permanecem procurando um certo corpo em outros corpos. Ate que chega um dia que elas se sentem compreendidas e tornam convictas de que aquilo é o melhor pra ela. E ai eu sempre pergunto;  mas e a conexão?

- A conexão é um desejo. Uma utopia. Que transita entre amor e paixão. Quem tem prazo de validade. Que morre e depois renasce em um rosto diferente, em um acaso diferente, em um contexto diferente, em uma historia diferente. A conexão se dá no aprendizado de cada comprrendimento.

 E você, esta conectado?

terça-feira, 14 de julho de 2015

regrettable and enigmatic

Demorou um tempo, um longo tempo, mas em fim eu resolvi o enigma. Aquele enigmático enigma repleto de mistérios e segredos cujo segredos possuem segredos. No fim, tudo é muito simples, nós é que temos a mania de complicar as coisas. É como os cientistas da velha guarda pensavam, “ é muito obvio pra isso ser uma resposta”, Quando na verdade arcaico é pensar que toda resposta exige uma complexidade.

Assim foi todos esses anos. A busca por uma resposta mais bem elaborada do que a simples obviedade da coisa. No final a coisa já nem parece tão enigmática assim e toda a euforia e fervura que batia era simplesmente por haver um tom de mistério. Mistério esse que se desfez quando se passou a crer no obvio.

Você que lê tudo isso e não entende nada, fiquem tranquilo, essas palavras não forem sentenciadas para o seu entendimento. E a você que se sentiu conectada a essas sentenças, e que de fato foram elaboradas para te conectar mesmo, leia com bastante atenção:

“Desculpas não é nada mais nada menos do que um sentimento egoísta travestido de altruísmo. Uma necessidade egoísta e compulsiva de se sentir bem consigo mesmo diante de um copo quebrado. As “desculpas” não vão concertar o copo que quebrou e muito menos voltar no tempo e evitar o momento exato da queda do copo. Ela só serve pra te iludir em uma realidade em que o copo se concertou ou a de que ele nunca caiu."

 Conviva com isso, e seja feita sua vontade!!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quinta-feira cinza

Hoje não to pra conversa. Não quero dialogo nem atenção. Nem carinho e nem solidão. Apenas conexão! Conexão com um mundo desconexo. Ou seria a desconexão de um mundo conexo?

 De certa forma tudo não passa de carência de conexão, seja de uma forma ou outra. Todos estão online, mas se pensar bem todos estão off-line. E em ambos os “mundos” existe vida. Vida incompreendida, vida mal vivida, vida corrida, vida ingrata.

Lindas frases de postais tão doce, bares sempre cheios de almas vazias. Ali a ganancia vibra e vaidade excita. Tudo perdido na desconexão conexa. E você ai lendo isso aqui e se perguntando qual o porquê de acontecer tudo aquilo ali.
 
““... Hoje não tem boca pra se beijar
Não tem alma pra se lavar
Não tem vida pra se viver
Mas tem dinheiro pra se contar
De terno e gravata teu pai agradar
Levar tua filha pro mundo perder “


Hoje não to pra conversa. Me de uma bebida, um gole de vida, enquanto aprecio um brilho eterno de uma mente esquecida.