segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Síndrome do Sistema



Você não gosta do seu trabalho, você gosta do dinheiro que ele te dá. Independentemente se é tão pouco que chega a ser quase nada ou exageradamente exacerbado.  Você não gosto do seu chefe, você só permanece calado por que você depende do trabalho. Você não salva vidas, você tem apenas mais um presunto em mãos. Você não levanta contente e sorridente em plena segunda as seis da manha, pra ir trabalhar.  Não importa o quanto você discorde de mim, você não gosta do que faz! Você simplesmente faz por que precisa. Por que o sistema te bota ali. Por que você precisa sobreviver.

A vida não é ruim, é o sistema que te deixa infeliz. Por que ele te consome com a onda do capitalismo. Ele te dá o dinheiro com uma mão e toma de volta com a outra. Ele te vicia com o poder do “status” na sociedade, te obceca com novos desejos de consumo e depois te larga na abstinência do “quero, mas não posso. Se posso, já não quero mais”.

Haja o que houver todos nos estamos acostumados a sempre olhar para o resultado e nunca para o progresso. Ironia é um país que estampa a palavra “progresso” em sua bandeira, sem ao menos, ter o conhecimento da gravidade desta palavra. Talvez possa parecer meio comunista, mas a verdade é que trocamos nossa energia vital por meras ilusões do sistema.  Perdemos nossas vidas fortalecendo o sistema. Por que não temos o poder sobre nossas vidas, é o sistema que direciona para onde elas irão.

O cérebro é um aparelho, cujo qual nos pensamos que pensamos. Por que afinal de contas o que fazemos todos os dias, sete dias por semana, 365 dias por ano, são simples comportamentos automáticos (trabalhar comprar, comprar trabalhar). A real é que conhecemos muito bem o hardware, mas sabemos muito pouco sobre o sistema operacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário