terça-feira, 23 de abril de 2013

A síndrome do cotidiano


Sempre há uma razão das coisas serem do jeito que são. É como a lei da entalpia, nada se cria nada se perde tudo se transforma. E no final tudo tende a desordem. Porque? Por que a terra é um sistema aberto.
Viemos ao mundo para bagunça-lo. Não posso explicar porque é que vivemos desta forma, se fazemos isto todos os dias. É como sempre foi e como tendera a permanecer.

Pastores no púlpito falando de santos. Profetas na calçada implorando por mudança. Pessoas empurrando suas dívidas, usando cheques no lugar de colares e pulseiras. Falando sobre nada com nada e nem pensando na morte. E na janela um pombo com uma asa quebrada.

As pessoas andam em uma corda bamba com o fio sobre navalha, carregando sua dor e ódio e armas. Poderia ser uma bomba ou uma bala ou uma caneta. Ou um pensamento ou uma palavra ou uma sentença. Mas não! Querem ir para o paraíso, mas não querem morrer. O que deixa a coisa irônica.

Algumas coisas não mudam e vão continuar assim. Continuam construindo prisões, e vão encher todas. Continuam construindo bombas, e vão detonar todas. Dedos jovens trabalhando até o osso. Quebrando suas costas fazendo-lhe vender sua alma.

Quanto a mim, não sei por que digo às coisas que digo, mas as digo do mesmo jeito.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Síndrome do Sistema



Você não gosta do seu trabalho, você gosta do dinheiro que ele te dá. Independentemente se é tão pouco que chega a ser quase nada ou exageradamente exacerbado.  Você não gosto do seu chefe, você só permanece calado por que você depende do trabalho. Você não salva vidas, você tem apenas mais um presunto em mãos. Você não levanta contente e sorridente em plena segunda as seis da manha, pra ir trabalhar.  Não importa o quanto você discorde de mim, você não gosta do que faz! Você simplesmente faz por que precisa. Por que o sistema te bota ali. Por que você precisa sobreviver.

A vida não é ruim, é o sistema que te deixa infeliz. Por que ele te consome com a onda do capitalismo. Ele te dá o dinheiro com uma mão e toma de volta com a outra. Ele te vicia com o poder do “status” na sociedade, te obceca com novos desejos de consumo e depois te larga na abstinência do “quero, mas não posso. Se posso, já não quero mais”.

Haja o que houver todos nos estamos acostumados a sempre olhar para o resultado e nunca para o progresso. Ironia é um país que estampa a palavra “progresso” em sua bandeira, sem ao menos, ter o conhecimento da gravidade desta palavra. Talvez possa parecer meio comunista, mas a verdade é que trocamos nossa energia vital por meras ilusões do sistema.  Perdemos nossas vidas fortalecendo o sistema. Por que não temos o poder sobre nossas vidas, é o sistema que direciona para onde elas irão.

O cérebro é um aparelho, cujo qual nos pensamos que pensamos. Por que afinal de contas o que fazemos todos os dias, sete dias por semana, 365 dias por ano, são simples comportamentos automáticos (trabalhar comprar, comprar trabalhar). A real é que conhecemos muito bem o hardware, mas sabemos muito pouco sobre o sistema operacional.