quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A síndrome dos trilhos


Há 20 anos um trem partiu jornada ao mundo afora. Começou com um pequeno maquinista, um projeto de Maria fumaça bancando o trem bala. Não havia vagões nem muitos trilhos a percorrer. Eram apenas rotas simples, de trilhos curtos e estações ingênuas. Porem, a cada estação que encostava novos passageiros, novas bagagens, novas ideias embarcava.

Com o tempo as rotas se tornaram rotinas. Era sempre o mesmo grupo de pessoas que pegava o mesmo trem sempre nos mesmos horários com mesmo destino. Eram pessoas que compartilhavam da mesma estrada e da mesma viagem. E assim novos vagões eram incrementados e novas estações a frequentar.  Ate que novas rotas surgem e com elas o partir de companheiros de rotina que já tinham tido se tornado parte do trem.

Com novas responsabilidades e novos passageiros frequentando o trem, embarcamos novamente em rotas em comuns e destinos em comuns ate sermos separados outra vez por novas bifurcações. E em meio a tantas trocas de itinerários e vagões, você percebe que o trem deixa saudades, mas se diverte com os trilhos que percorreu com todos que ali passou. E com o tempo você acaba acostumando com as mudanças de estações, de passageiros, de horários, de lugares e rotina. Mudar é estranho, mas se torna interessante com o tempo.

Hoje eu percebo que o pequeno projeto de Maria fumaça na verdade era um trem bala que passou feito foguete por cada buraco desse mundo. Percebemos que no final de tudo o trem bala de cada um chamado vida, simplesmente voa. E a todo o momento estamos recebendo mais passageiros distintos, novas rotas e novas ideias.

Que 2013  me aponte novas rotas de trilhos distintos e ideias exóticas   

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