segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Sindrome de xaque-mate


As peças estão colocadas sobre o tabuleiro. No cenário temos um rei chamado dinheiro, uma rainha chamada governo, um bispo conhecido como religião, as torres batizadas como criminalidade, o cavalo denominado policia e os peões... Ah! Os peões somos nós é claro. Eu, você e todo mundo que luta para ocupar um nicho nesse tabuleiro xadrez chamado terra.
 
Nós, os meros peões da vida, estamos sempre lutando na primeira fila.  Sempre andando na diagonal do mundo dando um passo de cada vez. Na esperança de dar um xeque no rei, ou melhor, de ganhar um cheque do rei. E enquanto você caminha pacientemente pelo tabuleiro, sempre seguindo as regras e pensando em seus futuros passos, aquela maldita rainha juntamente com aqueles bispos parasitas estão sempre sugando e roubando a recompensa de tua batalha.

Esses putos não caminham como nós, eles desfilam pelo tabuleiro. Com seus ternos e batas eles deslocam-se milhas e milhas em busca do seu rei. E o pior, fazem isso debaixo do seu nariz sem mesmo você perceber. E a pequena parte que as santidades e os engravatados ignoram esta na batalha interna entre cavalos e torres. Tornando-se assim rivais das entrelinhas.

Eu já joguei muitas partidas de xadrez na minha vida, e sempre quando os meus adversários estavam perdendo eles desejam uma virada de mesa, um simples recomeço de jogo. E o que percebo com isso, é que esse jogo é um ciclo. Começa e recomeça e todos fazem as perguntas erradas em relação ao jogo. Mas a questão é, porque nós inúmeros peões, deixamos que rainhas e bispos controle nosso rei? Enxergue e mate!!

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