domingo, 13 de outubro de 2013

Por um fim da Síndrome

Já é hora de acender essa lamparina, sair dessa escuridão e respirar novamente. Odiar o mundo não vai concerta-lo. Muito pelo contrario, só vai torna-lo pior. Apontar o que ha de errado ta muito fácil, esse mundo realmente precisa do cérebro pensante dos seres que evoluíram para pensar. Por que o meu, o seu, o nosso mundo precisa de nós.

Estamos tão viciados em nossas emoções, que já esquecemos como é ser de fato um ser vivo. De sentir as vibrações oriundas da terra, de sentir a alegria de um banho de chuva. Da simples sensação de sorrir sem motivos. De sermos livres das nossas rotinas.

A todo momento recebemos informações do meio externo, a todo momento nossas sentidos captam elementos diferenciados, que não os identificamos por que nunca os conhecemos. Nosso cérebro não sabe a diferença entre o que vê em seu ambiente e aquilo que se lembra. Por que tudo esta interligado a uma rede neural onde todas as suas experiências emocionais estão arquivadas. Dessa forma, quando uma informação desconhecida é captada por um de nossos sentidos, imediatamente assimilamos esta informação a uma que esta no banco de dados da nossa rede neural no cérebro. E assim nos tornamos viciados em nossas emoções.


Construímos modelos de como vemos o mundo externo a nós. E quanto mais informações nos temos, mais refinamos nosso modelo de uma forma ou de outra. E o que fazemos no fundo é contar uma historia a nos mesmo sobre o que é o mundo externo.

Eu sei que o cérebro parece uma tempestade quando esta apresentado um pensamento coerente. Mas temos que nos perguntar quem esta no banco do motorista quando estamos sendo levados por nossas emoções. Somos mais do que nossas rotinas, do que nossas obrigações. Estamos tão corrompidos com nosso ego, que não sabemos como é pensar no eco.  Então que possamos nos libertar dessa onda materialista e de historias de como escrevemos o mundo, e passamos a realmente pensar. Por que o mundo precisa de nós.

Já é hora de sair da caverna, Homo sapiens sapiens !

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A síndrome do Tormento


Na sabedoria oriental, o segredo de uma vida prospera e com bons resultados, é trabalhar o corpo e a mente. Mas aqui, no meu mundo, mente e corpo já declaram guerra há muito tempo. Não há espaço para coexistência. A mente é prisioneira do corpo, e o corpo faz valer as leis naturais conforme a programação genética.

Aqui o café é amargo, a água é salgada, o açúcar é diabo, o verde é vermelho, o ar é seco e o tempo é frio. O mundo gira a cabeça dói. O cigarro é vicio e o álcool é morfina. O tempo passa a barba cresce e a chuva cai. O cérebro da à ordem o corpo trava e o pâncreas entra em crise. A morfina cai à dor aumenta o cigarro acaba a mente enlouquece.

Abstinência!  Abstinência de lucidez.  Então por uma rua eu fui e pela outra eu voltei. E então a luz apago, a noite caiu, o riso sumiu e a utopia não veio. E tudo acabou, e tudo sumiu, e tudo mofou. Mas e a vida?

A vida meu caro, não passa de um suicídio a longo prazo. Não se engane, loucura é acreditar que se esta lúcido!


domingo, 1 de setembro de 2013

A síndrome da insônia

Quando se tem insônia você nunca dorme de verdade e você nunca acorda de verdade. Você transita entre dois paralelos distintos sem saber o que é real e o que é sonho. Sempre acordando ao contrario e dormindo do avesso.  Esta é a sua vida, e ela está acabando um minuto de cada vez.

Você não é o que faz para viver. Você não é a sua família e não é quem pensa que é. Você não é o seu nome.Você não é os seus problemas. Você não é a idade que tem. Você não é suas esperanças. É só mais um simples integrante de um pequeno aglomerado que faz parte de uma população de uma espécie que “dominou” o planeta recentemente.

Sabe por que se administra oxigênio em situações de emergência? O oxigênio te deixa zonzo. Em uma situação de emergência você entra em pânico, respira fundo, de repente fica eufórico, dócil, e por fim aceita a situação. A mente humana é um sistema muito complicado. Desequilibre esse sistema com drogas, falta de oxigênio ou religião e você terá resultados perigosos.


Nesse mundo as coisas que você possui acabam possuindo você. Só acho que a vida é mais do que estudar, trabalhar, enriquecer e morrer.  Enquanto uns sofrem de insônia e não dorme, outros passam a vida precisando acordar. E o que você tem que lembrar é; o oxigênio que nos dá vida é também o que nos mata! E ai, o que você sonha na sua insônia?

domingo, 11 de agosto de 2013

A síndrome do insano

O cotidiano é feito de reviravoltas. De coisas mal resolvidas que rearranjam todas as questões que estão ao seu entorno. Concerta dali e desajeita daqui. Não há uma constante homeostase. O ponto chave é o equilíbrio entre viver consciente e viver crente! Por que na hora do arremate, às vezes, o excesso de autoconfiança faz a chuteira escorregar.

É um tal de valorize,preserve, economize.. e o tempo vai passando. E eu me encontro tão vidrado nos meus objetivos, que eu mal tenho notado os pelos do rosto crescerem. Por um curto espaço de tempo eu parei pra pensar em quais tipos de reviravoltas uma maluca aí, poderia ter passado. E o pior é que, o conhecido da maluca acima, talvez nem seja mais do jeito que era. O altruísta pacifico, agora esta mais pra egoísta arrogante e insano.  Mas o que mudou não foi o rearranjo genético, foi o meio.

O fator “casa” jogando contra o time da casa. Sou engraçado isso, mas é mais ou menos por ai. Meio que consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade.  E só quem não teve seus dias de insanidade é que se escandaliza com a loucura alheia.  O que me leva a pensar que, talvez Hitler não fosse mau. Foi apenas um louco, mau foi o povo que aclamou sua insanidade.E o que eu concluo com tudo isso? Talvez a maior insanidade de um “louco” é se deixar levar pela razão do seu raciocínio.


E o que eu posso tirar da minha conclusão? Simples! O comum enoja, o bizarro excita, as críticas fortificam, a quietude enquieta-me e a insanidade me faz pensar tudo isso.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Os Macacos voaram na água".

O mundo é um grande tabuleiro de um jogo no qual envelhecer é o grande premio. Talvez por essa razão nascemos curiosos, passamos por um estagio de pupa e quando chega a hora, a metamorfose acontece! Queiramos ou não, este é o ciclo da vida. Viver toda a ingenuidade e inocência no verão e sorrir de tudo isso depois no inverno.

Quando atingimos nossa metamorfose, não criamos asas muito menos barreiras. Mas saímos do casulo da infância para voar mundo afora. E aquele friozinho na barriga torna-se um aliado. É um sinal de que já nos encontramos fora do ninho, onde éramos acostumados com a proteção dos nossos pais.

 Embora crescemos com a expectativa do primeiro voo. Mal sabemos que gostoso mesmo é a ansiedade que antecede o grande salto. Aquele medinho bobo de não saber bater asas corretamente e se esborrachar no chão.  Mas na verdade, o medinho em si não é de se esborrachar no chão, mas sim de saber que depois do primeiro planar, não haverá retorno para o ninho. Não tem mais volta!


Hoje é um marco importante em sua vida. O marco da quebra do casulo e o alongamento das asas. O marco do frio na barriga matinal e o cheiro de chuva em fins de tarde. Hoje é o tão esperado dia do bater das asas. Do grande salto! Então lhe desejo toda a felicidade e sorte do mundo em seu primeiro planar. Que você possa desfrutar de cada bater de asa, cada mergulho em seu aberto, cada brisa e cada sorriso. Que viva intensamente cada momento desse verão e que lá na frente, quando os dias forem se afunilando e as historias se tornando mais antigas, que possamos nos reencontrar e compartilharmos das mesmas crônicas de inverno. 

 Feliz aniversario!

(Créditos do titulo: Jessica e Lorena)

domingo, 2 de junho de 2013

O andarilho do além


“Se o lado esquerdo do cérebro é a parte responsável pelas nossas historias, que nos conta de onde viemos e para onde vamos. Então, Qual é a sua historia?”

Não era anjo, estava mais para um primata peludo. Daqueles desajeitados que se erguia varia vezes para avistar o horizonte. Que forçava os olhos para enxergar um pouco mais adiante. Que rangia os dentes solitariamente. Um macaco de emoções humanas, mãos frias e olhares sonhadores.

Que caminhava sozinho feito nômade em um cemitério de animas.  Era companhia para as almas perdidas em busca de suas rotas. Era a válvula de escape das tentações perdidas de espíritos desnorteados. Era muitas coisas e nada ao mesmo tempo. Ou melhor, apenas um andarilho.

Um andarilho sem viola no saco. Descrente de destino, inapto a superstições e um mal aliado da sorte. E se um dia ele deixar de recolher e guardar pedaços de almas perdidas, é porque ele se retirou do papel de andarilho do além para escrever seu capitulo final.

Se há ou não algum lugar onde eu possa chamar de meu, eu ainda não sei. Eu só sei que nada sei. Por que apesar de saber de onde vim, o lado esquerdo do meu cérebro não me contou para onde vou. Apenas sigo em Frente!

terça-feira, 23 de abril de 2013

A síndrome do cotidiano


Sempre há uma razão das coisas serem do jeito que são. É como a lei da entalpia, nada se cria nada se perde tudo se transforma. E no final tudo tende a desordem. Porque? Por que a terra é um sistema aberto.
Viemos ao mundo para bagunça-lo. Não posso explicar porque é que vivemos desta forma, se fazemos isto todos os dias. É como sempre foi e como tendera a permanecer.

Pastores no púlpito falando de santos. Profetas na calçada implorando por mudança. Pessoas empurrando suas dívidas, usando cheques no lugar de colares e pulseiras. Falando sobre nada com nada e nem pensando na morte. E na janela um pombo com uma asa quebrada.

As pessoas andam em uma corda bamba com o fio sobre navalha, carregando sua dor e ódio e armas. Poderia ser uma bomba ou uma bala ou uma caneta. Ou um pensamento ou uma palavra ou uma sentença. Mas não! Querem ir para o paraíso, mas não querem morrer. O que deixa a coisa irônica.

Algumas coisas não mudam e vão continuar assim. Continuam construindo prisões, e vão encher todas. Continuam construindo bombas, e vão detonar todas. Dedos jovens trabalhando até o osso. Quebrando suas costas fazendo-lhe vender sua alma.

Quanto a mim, não sei por que digo às coisas que digo, mas as digo do mesmo jeito.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Síndrome do Sistema



Você não gosta do seu trabalho, você gosta do dinheiro que ele te dá. Independentemente se é tão pouco que chega a ser quase nada ou exageradamente exacerbado.  Você não gosto do seu chefe, você só permanece calado por que você depende do trabalho. Você não salva vidas, você tem apenas mais um presunto em mãos. Você não levanta contente e sorridente em plena segunda as seis da manha, pra ir trabalhar.  Não importa o quanto você discorde de mim, você não gosta do que faz! Você simplesmente faz por que precisa. Por que o sistema te bota ali. Por que você precisa sobreviver.

A vida não é ruim, é o sistema que te deixa infeliz. Por que ele te consome com a onda do capitalismo. Ele te dá o dinheiro com uma mão e toma de volta com a outra. Ele te vicia com o poder do “status” na sociedade, te obceca com novos desejos de consumo e depois te larga na abstinência do “quero, mas não posso. Se posso, já não quero mais”.

Haja o que houver todos nos estamos acostumados a sempre olhar para o resultado e nunca para o progresso. Ironia é um país que estampa a palavra “progresso” em sua bandeira, sem ao menos, ter o conhecimento da gravidade desta palavra. Talvez possa parecer meio comunista, mas a verdade é que trocamos nossa energia vital por meras ilusões do sistema.  Perdemos nossas vidas fortalecendo o sistema. Por que não temos o poder sobre nossas vidas, é o sistema que direciona para onde elas irão.

O cérebro é um aparelho, cujo qual nos pensamos que pensamos. Por que afinal de contas o que fazemos todos os dias, sete dias por semana, 365 dias por ano, são simples comportamentos automáticos (trabalhar comprar, comprar trabalhar). A real é que conhecemos muito bem o hardware, mas sabemos muito pouco sobre o sistema operacional.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A síndrome das paredes vazias


E quando tudo parece sufocante. Olhar pra parede vazia te liberta da asfixia de ver os dias irem se afunilando ate a paranoia tomar conta de tudo. Uma parede vazia é como uma folha em branco pronta a receber uma ideia brilhante ou um desenho insignificante de um artista em seu breve momento de insanidade.

Porem, nem todos somos artistas engenhosos ou pensadores ilustres. Formamos uma grande maioria de falsos sensatos, travestidos de moralista vislumbrado de fato a insanidade. Mediamos nossas escolhas pelo tamanho dos peitos e o modelo do carro. Sempre negligentes e ignorantes a qualquer rastro de verdade ou transparência do real comportamento das coisas.

Todos nos um dia fomos crianças com sede de ganhar o mundo e desvendar todos os seus segredos um dia. Nos tempos de escola, sempre tinha um astronauta, um piloto de avião, ou um inventor de maquina do tempo, em cada turma. Mas a verdade é que nesse mundo só há espaço para apenas um Thomas Edson, um Yuri Gagarin, um Albert Einstein. E enquanto ao resto, meros mortais, só restas conviver e sobreviver com as pressões de tentar reger um reino.

Novamente, paredes vazias.  E agora este papel de parede, ou ele se vai ou eu me vou!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A síndrome do design “inteligente”


Às vezes me pego pensante sobre o quanto de barreiras psicológicas que nos, os intelectos da terra, cultivamos. Imaginar a complexidade cerebral restrita em muita das vezes aos medos, costumes, regras dentre outros. É quase como se você tivesse o carro mais rápido do mundo e só andasse a 20 km/h por que tem medo de acelerar. Por não saber o potencial que tem em mãos.

Se olhar pra um desses celulares mais possantes, logo veremos que é difícil de imaginar a complexidade com que o aparelho funciona. Mas comparado ao cérebro humano ele não passa de sucata. Afinal foi o cérebro que o criou! Dessa forma é de se espantar com tamanha capacidade e complexidade de um cérebro humano em criar tal engenhosidade eletrônica.

Por outro lado algumas dessas brilhantes capacidades de raciocínio de um cérebro são simplesmente enjauladas por algum tipo de barreira psíquica. Que te impede de averiguar uma verdade ou uma simples curiosidade. Como por que o céu é azul e não vermelho?

Mas estes argumentos são muitos supérfluos por hora. Por que por mais que eu tente explicar, existem vários tipos e varias formas de barreiras psíquicas nos cérebros alheios. Que a meu ver, é fruto de um design que cada um carrega dentro de se. E justamente esse formato de design que vai filtrando e modulando a capacidade de raciocínio do cérebro de um individuo. Dessa forma atrofiando ideias e hipertrofiando regras.

O que posso te dizer é que: Design é papel, não desenho!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A síndrome do sistema religioso


 Não vou te dar um presente. Mas posso te dar algo melhor, um pensamento! Será mesmo, que tudo o que te ensinaram, era o certo? Seriam seus mestres, realmente, donos das verdades? Olhe para janela e me diga o que você vê. Nada não é?

Deixe-me esclarecer melhor, formamos uma sociedade de regras e crenças das quais alegam serem certas. Fazemos parte de um sistema hierárquico, onde os “seres superiores” ditam as coordenadas. Você como um bom aprendiz crer da crença deles. O palco esta montado e você dança conforme a musica.

Algumas pessoas, infelizmente, não possuem uma sensibilidade de percepção para certas coisas e com isso não estão preparadas para serem desplugadas. Dessa forma elas torcem e se contorcem para proteger o sistema. O que ocorre muito com a religião.

A mente humana é extremamente suscetível para alucinações.  Dessa forma, esses rituais e adorações religiosas podem ter evoluído como subproduto de regras e leis hierárquicas. Afinal, essa bagaça toda só funciona por meios delas, e o pior somos dependentes delas. O que ai já entra no senso de moralidade. E se moralidade fosse um ponto forte da espécie humana, não teríamos regras, nem leis e muito menos um sistema dominante.

Seria a espécie humana tão podre assim, ao ponto de depender de religiões para se policiar? Olhe para Janela, o que vocês veem? Vocês estão procurando o segredo, mas não vão encontra-lo. Porque não estão realmente olhando. Vocês não querem realmente saber. Vocês querem ser, enganados!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Sindrome de xaque-mate


As peças estão colocadas sobre o tabuleiro. No cenário temos um rei chamado dinheiro, uma rainha chamada governo, um bispo conhecido como religião, as torres batizadas como criminalidade, o cavalo denominado policia e os peões... Ah! Os peões somos nós é claro. Eu, você e todo mundo que luta para ocupar um nicho nesse tabuleiro xadrez chamado terra.
 
Nós, os meros peões da vida, estamos sempre lutando na primeira fila.  Sempre andando na diagonal do mundo dando um passo de cada vez. Na esperança de dar um xeque no rei, ou melhor, de ganhar um cheque do rei. E enquanto você caminha pacientemente pelo tabuleiro, sempre seguindo as regras e pensando em seus futuros passos, aquela maldita rainha juntamente com aqueles bispos parasitas estão sempre sugando e roubando a recompensa de tua batalha.

Esses putos não caminham como nós, eles desfilam pelo tabuleiro. Com seus ternos e batas eles deslocam-se milhas e milhas em busca do seu rei. E o pior, fazem isso debaixo do seu nariz sem mesmo você perceber. E a pequena parte que as santidades e os engravatados ignoram esta na batalha interna entre cavalos e torres. Tornando-se assim rivais das entrelinhas.

Eu já joguei muitas partidas de xadrez na minha vida, e sempre quando os meus adversários estavam perdendo eles desejam uma virada de mesa, um simples recomeço de jogo. E o que percebo com isso, é que esse jogo é um ciclo. Começa e recomeça e todos fazem as perguntas erradas em relação ao jogo. Mas a questão é, porque nós inúmeros peões, deixamos que rainhas e bispos controle nosso rei? Enxergue e mate!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A síndrome dos trilhos


Há 20 anos um trem partiu jornada ao mundo afora. Começou com um pequeno maquinista, um projeto de Maria fumaça bancando o trem bala. Não havia vagões nem muitos trilhos a percorrer. Eram apenas rotas simples, de trilhos curtos e estações ingênuas. Porem, a cada estação que encostava novos passageiros, novas bagagens, novas ideias embarcava.

Com o tempo as rotas se tornaram rotinas. Era sempre o mesmo grupo de pessoas que pegava o mesmo trem sempre nos mesmos horários com mesmo destino. Eram pessoas que compartilhavam da mesma estrada e da mesma viagem. E assim novos vagões eram incrementados e novas estações a frequentar.  Ate que novas rotas surgem e com elas o partir de companheiros de rotina que já tinham tido se tornado parte do trem.

Com novas responsabilidades e novos passageiros frequentando o trem, embarcamos novamente em rotas em comuns e destinos em comuns ate sermos separados outra vez por novas bifurcações. E em meio a tantas trocas de itinerários e vagões, você percebe que o trem deixa saudades, mas se diverte com os trilhos que percorreu com todos que ali passou. E com o tempo você acaba acostumando com as mudanças de estações, de passageiros, de horários, de lugares e rotina. Mudar é estranho, mas se torna interessante com o tempo.

Hoje eu percebo que o pequeno projeto de Maria fumaça na verdade era um trem bala que passou feito foguete por cada buraco desse mundo. Percebemos que no final de tudo o trem bala de cada um chamado vida, simplesmente voa. E a todo o momento estamos recebendo mais passageiros distintos, novas rotas e novas ideias.

Que 2013  me aponte novas rotas de trilhos distintos e ideias exóticas