domingo, 16 de setembro de 2012

A sindrome das gerações


Desde o caldo primitivo de moléculas ate os dias atuais, a regra é sobreviver e multiplicar. Lutar por um espaço ao sol e garantir seus descendentes. A ideia é a propagação de genes altamente capazes de resistir e adaptar-se em qualquer ocasião, que foram delicadamente e calmamente selecionados pela seleção natural.

Há cada geração que surge, ela se depara com varias origens de sobreviventes de tempos distintos. E em suas cargas genéticas concentram-se características exclusivas de seus antepassados. Esses novos protótipos são criados embasados em conceitos, regras e lendas de gerações antigas. Unidas por um laço sanguíneo e acorrentadas num mundo de leis e condutas naturais que regem a vida.

Desta forma a vida se torna um rosto com duas faces distintas, de olhos e sentidos opostos, de sons e gostos contrapostos, de ideias e ideais distantes. Tornando-se separadas pela idade, mas unidas pelo tempo. Deixando apenas uma pergunta a responder:

Quando se tornar pai, você vai ser o seu pai? 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A síndrome da síndrome


Perca-se no paradoxo! Onde as pupilas dilatam, para que ate o menor dos menores dos ciscos de luz possa ser captado e levado ate a retina, e o cérebro entender isso como uma imagem. É mais ou menos assim que funciona.

Nossos olhos não apresentam ao cérebro uma fotografia fiel do que há por ai, muito menos um filme preciso do que esta acontecendo ao longo do tempo. Nosso cérebro constrói um modelo que é constantemente atualizado. Atualizado por pulsos codificados que circulam pelo nervo óptico. Acabando sem saber se vermelhos são realmente vermelhos ou se és daltônico.

O único sentido de analisarmos o verde é justamente para comprovar o vermelho. Verde talvez seja vermelho. Já o vermelho fingi-se de vermelho, quando na verdade era magenta. Logo os tons de magenta são verdes. Então todo o verde é vermelho.

Pronto! Abra os olhos e me diga, o que você vê?