domingo, 1 de julho de 2012

A síndrome de Entorpecer


A caminhada foi longa em mata fechada, mochilas pesadas junto a facões que se tornaram cegos de tanto abrir trilha. O suor escorrer junto ao ápice da exaustão, mas com uma expressão de que cada folha encontrada pelo caminho valeu cada passo dado.

Diante da fogueira e o brilho da lua, acendo um toco e a fumaça verde desaparece no ar.  O momento era de total descontração. No horizonte a visão de um vale escuro e calmo, onde apenas as copas das arvores estavam iluminadas. Paz total!
O beck seguia rodando, a discussão era sobre lealdade de cães ou o jogo de interesse de gatos e suas garras retrateis. Após a analogia da evolução eu me retirei. Ao som de BB King eu vaguei por mentiras e verdades deste mundo. Ainda me restava uma ponta do beck acesa, e um luar incrivelmente relaxante.

Jenis Joplin se apossou dos meus ouvidos e junto à ideia de que o verdadeiro entorpecente não era o que tinha em mãos, mas sim o som de duas silabas. A coisa por trás dessa mera expressão é tão mística que chega a entorpecer. Te deixa de olhos fechados e totalmente viciado, completamente alucinado que quando a onda acaba se encontra em total abstinência.

Estamos cercados de hipocrisia onde condenam alguns tricomas, mas esquecem de que seu efeito é o mesmo da ocitocina. A diferença é que no dia seguinte o beck apaga e a ocitocina te entorpece a vida toda. Fazendo o cérebro se perder na narcose ocitocinica.

Falam que ninguém vive sem amor. Oxigênio é mais importante!

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