domingo, 15 de julho de 2012

A síndrome da Fé


Por que as pessoas depositam suas forças na “Fé”? Lembro que quando ouvi essa palavra pela primeira vez, logo perguntei o que é fé? Me falaram que é uma coisa que você tem que acreditar. Mas acreditar no que? Mesmo com pouca idade na época, eu franzi a testa e não fiquei convencido dessa explicação.

Ter fé! Constantemente ouço isso pelas ruas, escrito em sites e em carros. Mas ninguém tem uma consciência de apontar o que realmente é fé. Parece que a própria fé em pessoa vai chegar e resolver todos os problemas que rodeiam essas pessoas que andam falando e pregando a fé nos cérebros enfermos que vemos por ai.

Se ter fé significa acreditar, logo “fé” e “acreditar” são ambíguos. Criando assim um termo para se referir a acreditar em alguma coisa sobrenatural, que vai cair do céu enquanto ficamos sentados esperando a ação da fé.

Caro leitor beato, sinto lhe informar que, Fé não vai mudar a vida de ninguém. Trabalho duro sim! Isto sim pode mudar alguma coisa. Ter ou não ter fé, não vai fazer de ninguém melhor ou pior que ninguém. Apenas fazer com um cérebro chulo acredite em algo que nem mesmo ele sabe o que é. Se nem mesmo os próprios “pregadores de fé” acreditem neles mesmos, você acha que a fé vai resolver alguma coisa pra alguém, sem trabalho duro?

Não to tentando bancar o polemico, nem o ateu, nem mesmo o ateu polemico. Apenas tentando achar um melhor significado pra fé, segundo alguns costumes. 

Quase tudo que é incomum no homem pode ser resumido em um palavra: "Cultura". E fé me parece uma delas.






domingo, 8 de julho de 2012

A síndrome do final


É estranho quando chega o final. É estranho o som da palavra fim. Não consigo compreender a sensação de vazio, entre um espaço de tempo do final e o começo. Seja o um final de um filme ou de um livro, o final de um jogo ou de um trabalho. Não importa, é estranho quando acaba.

Acaba que estranho não é o final. Estranho é decidir o começo. Por que todo começo tem um final! Ou pelo menos era pra ter. Se o próprio final já é estranho, uma coisa sem fim é mais estranho ainda. É como fazer um furo na ponta do dedo de uma pessoa hemofílica e esperar coagular.

Mais estranho ainda é que somos programados a botar um fim nas coisas. Determinamos o tempo que vamos investir em nossas atividades. E lutamos com nossos olhos vislumbrados em algum final. O pior de tudo é que nem sempre o final que desejamos é o final que temos.

Sendo assim, por que apostamos todas as nossas fichas no final?

domingo, 1 de julho de 2012

A síndrome de Entorpecer


A caminhada foi longa em mata fechada, mochilas pesadas junto a facões que se tornaram cegos de tanto abrir trilha. O suor escorrer junto ao ápice da exaustão, mas com uma expressão de que cada folha encontrada pelo caminho valeu cada passo dado.

Diante da fogueira e o brilho da lua, acendo um toco e a fumaça verde desaparece no ar.  O momento era de total descontração. No horizonte a visão de um vale escuro e calmo, onde apenas as copas das arvores estavam iluminadas. Paz total!
O beck seguia rodando, a discussão era sobre lealdade de cães ou o jogo de interesse de gatos e suas garras retrateis. Após a analogia da evolução eu me retirei. Ao som de BB King eu vaguei por mentiras e verdades deste mundo. Ainda me restava uma ponta do beck acesa, e um luar incrivelmente relaxante.

Jenis Joplin se apossou dos meus ouvidos e junto à ideia de que o verdadeiro entorpecente não era o que tinha em mãos, mas sim o som de duas silabas. A coisa por trás dessa mera expressão é tão mística que chega a entorpecer. Te deixa de olhos fechados e totalmente viciado, completamente alucinado que quando a onda acaba se encontra em total abstinência.

Estamos cercados de hipocrisia onde condenam alguns tricomas, mas esquecem de que seu efeito é o mesmo da ocitocina. A diferença é que no dia seguinte o beck apaga e a ocitocina te entorpece a vida toda. Fazendo o cérebro se perder na narcose ocitocinica.

Falam que ninguém vive sem amor. Oxigênio é mais importante!