sábado, 26 de maio de 2012

A verdade do Apego


 Apego, Afeto, Amor... Todo mundo pensa que não existe explicação pra essas coisas. Mas você já se perguntou qual o porquê de sentir afeto, apego por alguém?  É simples, o sistema de apego é desenvolvido em mamíferos porque seus jovens são imaturos. Ou seja, esse sistema de apego é ativado para poder manter o contato após o nascimento por meio de protestos como chorar, bater... Quando a mãe se separa e talz. É um comportamento involuntário do bebe que mostra insegurança e estimula a mãe a cuidar dele. Mas esse tipo de afeto é o que chamamos de cuidado parental, que por sinal, é o único amor verdadeiro.
Agora como se explica um tipo de afeto com uma “pessoa estranha”? Muitos dizem que não se explica esse apego, mas na verdade é tudo biologicamente programado. Quando uma pessoa se encontra insegura de suas ações, não sabe quais decisões tomar e talz, ela se senti desprotegida. E a partir do momento em que ela encontrar essa “zona de proteção” em outro individuo, é o que chamam por ai de amor! Como no bebe uma pessoa se encontra em um estado desprotegido e ao encontrar essa qualidade de proteção em outro ser, é onde nasce comportamento de afeto, apego ou amor. Chame do que quiser!
Se olharmos bem pra isso, o tal “eu te amo” não passa de um conforto pela “zona de proteção” que uma pessoa proporciona á outra. E quando isso não funciona mais, é o que dizem que o amor acabou. Mas na verdade o que acontece realmente é que essa pessoa que se encontrava desprotegida não consegue sentir a proteção do companheiro. E assim quebrando os laços, mudando o comportamento.
 Esse sentimento chamado amor só existe quando é parental. O resto é farsa! Esse outro afeto que eles confundem com amor, não passa de um comportamento parasita involuntário, onde um individuo se aproveita da “zona de proteção” do outro. Sugando tudo o que a conforta.
Vantagem disso tudo: A capacidade de aprender e se adaptar ao meio. Desvantagem: sermos emocionalmente vulneráveis. Eu já disse uma vez que, o gene programa a maquina para sobreviver e não para amar.  Aprenda uma coisa: Alguém será infeliz um dia. Aceite!
Você pode discordar achar idiota, e pensar o que quiser. No fundo tudo não passa de comportamento.  Esse “amor” não é o ópio da massa, mas sim o placebo dela.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A peça..


 Há uma razão para mentira: Funciona!

As horas voam, a barba cresce, e a cada dia que passa, tenho quase certeza que inventaram uma peça de teatro as presas, montaram um cenário qualquer com personagens e falas programadas, e justamente quando eu perambulava pelo corredor, me pegaram e me colocaram como protagonista dessa praga.  Me jogaram dentro de uma mentira das mais idiotas e começaram a vender os ingressos.

No principio parecia uma historia real, todos esses jogos de palavras pareciam originais, e nunca proferidas a ninguém. Quando isso começou a ser repetido diversas vezes, percebi que todos estavam maquiados e fantasiados menos eu. Os jogos de palavram já eram prontos, já foram ditos. O personagem não existe, essa historia nunca existiu. Isso é uma peça, é tudo fictício.

Viver uma mentira é assim, você diz às pessoas o que elas querem ouvir, e depois o próprio cérebro manipulado delas fazem o resto. Cria milhões e milhões de crenças que nunca existiu. Quantas vezes você jogou a verdade na cara das pessoas? Quantas vezes te disseram a verdade? Quantas vezes te largaram numa ilusão, julgando ser o melhor pra você? Quantas vezes?

Sabe por que ninguém diz a verdade nesse teatro da vida? Por que os atores tem medo de acabar com as crenças idiotas do publico. Eles acham que as pessoas sofreram menos e viveram melhor na mentira que são ditas a elas, e que as próprias pessoas esperam ouvir e acreditar, do que dizer a real verdade das coisas.  Vai acreditar em min? Eu minto sobre tudo.

Quando se quer saber a verdade sobre alguém, esta é a ultima a quem se deve recorrer. Ao final desse espetáculo, tudo que vejo é seu cérebro explodindo com ocitocina e eu curtindo meu Alzheimer.
Sua estória é fascinante.. Já pensou em adapta-la para teatro?

domingo, 13 de maio de 2012

Licença, só uma pergunta..


Outro dia estava andando na rua numa mistura de passos vagarosos e mente rápida. Enquanto andava eu via muitas coisas, multidões de pessoas sempre com pressa, carros passando aos montes e um céu mentirosamente ensolarado.

Em meio a tudo isso, uma cena me chamou atenção. No canteiro central de uma avenida estava um mendigo de pé com um olhar firme naquele céu de mentira. As pessoas evitavam passar perto dele, olhando-o com um olhar de escória.  Ele retribuía com um olhar vazio, como se estivesse cego.

Ao passar perto dele, eu olhei no fundo daqueles olhos e pude perceber que por trás daquele disfarce de animal, implantado pelas pessoas a sua volta, havia um ser humano. Uma pessoa assim como eu e você escondida atrás de barba, cabelos e uns trapos. Esquecida pelo mundo.

Em poucos segundos eu pude ver qual era a visão que ele tinha de nós. De tanto ser ignorado ele passou a nos ignorar também. Eu pode sentir uma espécie de raiva misturado com um ar de “esquecido” emanando dele.

Enquanto terminava meu trajeto, me imaginei no lugar dele. E percebi que ele não olhava o céu por acha-lo bonito ou algo do tipo. Ele olhava o céu, pedindo-lhe que o fim de sua vida chegasse logo. Pra poder se libertar da maldição que é tentar sobreviver com alguma dignidade, que foi esquecida durante os anos de solidão vividos nas ruas.

Quando cheguei a essa hipótese, olhei para o mesmo sol de mentira e perguntei; o que faz de nós seres humanos?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

No Silêncio da Observação



Eu escrevo o que observo e não o que sinto. Por que sentir... Sentir não faz sentido. Todos mostram lados controversos. As observações têm uma logica e essa logica tem explicações, argumentos. E só convencemos as pessoas com argumentos, e não essas bobagens alheias que escutamos por ai.

Por que palavras não mostram nada, atitudes sim! E provavelmente suas atitudes mostraram o contrario do que você diz. Afinal todo mundo mente. Só tome cuidado para não enganar e mentir para se mesmo. Por que a partir dai você não se reconhece mais.

Você pode absorver pra si as coisas que você acha que tem algum valor. E mesmo que você tente achar o significado disso tudo, no final você não acha nada. Esta tudo bem em imitar alguém que respeite, mas você não pode se tornar esse alguém.

E então me perguntam quem eu sou. Eu digo:
- Sou o que sou, quando dizem o meu nome não sou mais eu. Quem sou eu? Eu sou o silencio! 

terça-feira, 1 de maio de 2012

A RESPOSTA BIOLÓGICA, PERANTE A UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA


 A biologia é tão obvia que chega a ser imperceptível aos nossos olhos ofuscados pela ignorância. Fazendo assim seres totalmente álter egos e inconscientes de se mesmo. Somos maquinas programadas por nossos genes, estes mestres na arte de sobreviver.

Como já dizia um certo sábio “ o meio faz o individuo”. Uma grande observação feita. O gene interage com o ambiente proporcionando uma adaptação do individuo com o meio em que vive. E como consequência nasce o comportamento.
A maior cartada de sobrevivência do gene é a reprodução, afinal é ela que garante a sua existência. Desta forma o gene programa a maquina apenas para sobreviver e reproduzir. Implantando extintos para que possa se proteger das ações adversas que o meio proporciona. Tornando o ínvido totalmente egoísta. Um comportamento involuntário, mas que é necessário para resistir.

Mas esse comportamento não nasceu hoje, muito menos ontem. Ele vem de séculos de sobrevivência, desde o caldo primitivo de moléculas ate o que conhecemos hoje como Homem. Você não percebe, mas ser egoísta é o que te deixa de pé diante de uma enorme frota de maquinas de sobrevivência.

Se pensarmos bem, não passamos de grandes hipócritas, subjugando preocupação com pessoas alheias. Você é programado pra se preocupar somente consigo mesmo e sua linhagem e nada mais. Esse negocio de generosidade e preocupação com o bem estar da espécie, no caso homem, não existe. Assim como papai Noel existe, nus preocupamos um com os outros. Cada um sabe o que é melhor para se mesmo, e ninguém sai por ai dividindo os recursos.

 Todo mundo mente! A única diferença é sobre o que. Como já dizia Richard Dawkins, Tentamos ensinar generosidade e altruísmo porque nascemos egoístas.