sábado, 28 de abril de 2012

Vontade


Às vezes a vontade é de pegar uma furadeira e perfura meu crânio, só pra ver se consigo encontrar o esquecimento. Ando cansado, cansado de respirar, de andar, de vacinar, ando cansado de ver sempre as mesmas coisas.


Eu quero um tiro de misericórdia, que me faça ficar estirado junto ao chão vendo os dias ficaram mais longos e as noites mais frias.  Sentir os vermes se apossarem da minha carne, devorando tudo e qualquer rastro de lembranças possíveis. Pra acordar e nem lembrar o meu nome ou lugar de onde eu vim.

Deixar a barba e os cabelos crescerem e viver como um desconhecido, um nada. Abandonar os óculos e aceitar a visão míope de uma criança ingênua perante o mundo.  Quero jogar tudo pro alto e mandar todo mundo pra merda, virar as costas e sair andando.

Pra falar a verdade, eu queria uma coisa simples, apenas ter escutado o que você tinha pra me falar. Afinal, esse filhote de lobo mal preguiçoso e sem fome, merecia saber qual o verdadeiro caminho pra casa da vovó.  Saber a historia por trás da historia, Não acha?

domingo, 22 de abril de 2012

My Body is..


Meu corpo é uma jaula, que me impede de dançar com quem amo. Mas minha mente possui a chave.
Estou encima do palco, de medo e duvidas interna. É uma peças horrível, mas eles aplaudiram de qualquer maneira.
Estou vivendo em uma época que chamam a escuridão de luz. E apesar de minha língua estar morta, suas formas ainda preenchem minha cabeça.
Meu corpo é uma jaula que me impede de dançar com quem amo. Mas minha mente possui a chave. A chave...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brincando com a cobaia


Há impressão que tenho é que estive em um transe hipnótico, onde eu andava por ai procurando pelo esquecimento. Procurava por um rosto no qual nem reconhecia mais, era como procurar por alguém que você nunca viu.

Ate que cansei, cansei de força a visão pra poder enxergar um pouco mais longe, cansei de lembrar toda vez que sentia um perfume parecido, cansei de ser eu. Tentar responder as perguntas que me surgia num ia adiantar em nada, hipóteses são hipóteses, elas só passam a ter suporte empírico quando são testadas. Então simplesmente afundei minha cara no álcool e esqueci o mundo.

Botei ordem na bagunça, guardei alguns livros devolvi outros e segui por ai. Só não imaginei que o esquecimento ia me achar assim tão repentinamente, totalmente inesperado. Estive face a face com o que procurava, mas não consegui dizer nada. Meus músculos travaram, fiquei sem palavras.

Eu tinha conseguido controlar o impacto causado pelos transposons. E agora eles começaram a se movimentar novamente, reações nocauteadas deram um pequeno sinal de vida, e a pergunta que fico é, por quê? Não sei o que fez o trasposon se movimentar, mas só quero entender.

Deixa-me adivinhar, certa hora alguma coisa te fez resgatar lembranças, momentos. E com isso bateu um sensação de distancia, nascendo assim perguntas do tipo “por que”.  Você se sentiu confusa, criou varias teorias em madrugadas tortuosas e resolveu fazer o teste, se sentiu idiota, mas esteve cara a cara com a interrogação. Eu tenho uma forte base empírica, e agora te pergunto, o que aconteceu com aquela cabeça confusa? Quem é a verdade?

domingo, 15 de abril de 2012

Na Biblioteca


Nem todo ponto é redondo, mas todo ponto é um final. Mesmo que se espere por mais um paragrafo ou capitulo, talvez uma nova saga. Mas é ponto final. É o fim da historia, do livro. E junto com o final do livro, sempre pensamos inúmeros finais, menos o que o autor escreveu.
Estava relendo alguns capítulos, pulando uns e com receio de ler outros. Ate que me perguntei por que hesitava em reler aqueles parágrafos, porque hesitei escutar certas canções. São só livros,  são só historias. Milhões de historias transformadas em livros de ficção, nada baseados em fatos reais, só irreais e fantasiosos, de um mundo que poderia existir, mas não existe. 

 Fechei o livro, reli o titulo novamente e devolvi à bibliotecária. Ela me perguntou se gostei do livro, e respondi: Mulheres são como livros que precisam ser abertos, lidos e relidos, foleados e admirados, talvez compreendidos. Mas nunca queimados, apenas devolvido à biblioteca. 

Afinal, Todo começo nasce do fim de outro começo!