terça-feira, 13 de março de 2012

Uma lenda, uma coincidaencia


 Parece que no fim das contas eu ainda tenho vagado por boas memorias, tido recaídas, automatismos que não fazem mais sentido. Alguma coisa se perdeu enquanto eu estava fora.  

Tenho andado pelas ruas olhando nos rostos das pessoas procurando o que eu perdi, procurando pela peça perdida. Meus olhos trabalham seu minha consciência, ligados a qualquer simples detalhes que ficaram na guardados na memoria. A adrenalina transborda quando dou de cara com um rosto parecido, com detalhes parecidos, mas no fim tudo não passa de mais uma peça pregada por minha mente. O sague mancha a blusa de novo.

Reza a lenda que o corte causado por uma katana cega nunca para de sangrar, mesmo quando a ferida parece ter se fechado. O motivo é por que, no fundo, o espadachim não tinha a intensão de ferir. Era só um aviso para se afastar. A lenda ainda diz que o sague vai parar de escorrer quando o espadachim guardar sua espada, permitindo seu retorno.

Mas isso não passa de uma velha lenda contada em meados da era meiji. Verdade ou não, eu tenho trocados minhas blusas constantemente. Quando me distraio a mancha surge. Não sei se katanas existem, não sei quanto sangue ainda me resta, não sei se a peça quer ser achada. Eu só sei que não sei voltar pra casa, não sei ignorar, não sei pra onde olhar!

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