sexta-feira, 23 de março de 2012

Instinto, sentimento, Crenças



Da sacada do prédio eu fiquei olhado pro horizonte, observei uma pequena parte desses milhões que habitam este planeta. O vento trazia questões de todos os lados. E em meio a tantas brisas, a que bateu de frente comigo foi, porque sentimentos complicam pessoas enquanto o Instinto ajuda animais? Qual a razão evolutiva de Instintos se tornarem sentimentos?

A diferença entre humanos e animais é o poder de raciocínio e domínio da razão, isso é o que dizem por ai. Instinto é uma resposta automática do corpo perante a certa ocasião, onde a consciência é inativada. Já o sentimento é despertado por algum fator externo. Seja ele amor ou ódio, felicidade ou frustração. A consciência passa a ser bajulada por algum tipo deles. E geralmente quando um toma conta do ser, não há espaço para outro. Afinal não tem como alguém amar e odiar ao mesmo tempo, ninguém esta feliz e frustrada ao mesmo tempo.

Talvez pelo o fato de termos a capacidade de raciocínio os nossos instintos viraram sentimentos.  Talvez o cara lá de cima quisesse que as pessoas tomassem consciência disso, de saber que razão e coração podem andar juntos. Mas não é isso que as pessoas dizem por ai. Na sabedoria popular razão e coração são inimigos mortais. Não existindo se quer compreensão.

 “O amor é o único sentimento egoísta, por que quando acaba ele não aceita amizade”. Quem foi que disse que depois de compartilhar uma boa fase da vida com alguém, você tem que odiá-lo no final? Quem disse que a amizade tem que morrer junto com o que foi construído? São apenas perguntas que ninguém sabe responder, porque ninguém usa sua razão para compreender e saber separar os fatos. Elas estão sempre presas em crenças que foram ditas a elas.

Por isso que entender o comportamento animal é mais fácil que o de pessoas. Pra eles companheiro vai ser sempre companheiro. Não existe essa de “te amo” e depois “te odeio”.  Ainda estamos longe de intender o “animal” chamado pessoa. Se ser uma pessoa é vendar os olhos da razão, eu prefiro continuar sendo o animal que sou. Por que assim minha mante se mantem aberta para construir minhas próprias crenças. 

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