domingo, 12 de fevereiro de 2012

O ato de lembrar



“Olhos fechados pra te encontrar, não estou ao seu lado, mas posso sonhar... Aonde quer que eu vá, levo você no olhar.”

Lembranças! Chegam do nada e fazem parte de nos, marcando nossas passagens pelo tempo afora. E quando já estamos sobre seus cuidados, tudo que nos resta é apenas sorrir e ficar com cara de bobo olhando pra dentro de nossas memorias. Talvez esses sorrisos que elas nos arranca seja o verdadeiro sentimento de felicidade.

A parte mais dura de se lembrar é quando voltamos a lugares que traçaram o marco da memoria. Pode estar tudo do mesmo jeito que era antes, mas sempre olhamos e ficamos com sensação de que falta algo ali. Às vezes era uma árvore que dava sombra, um cachorro que latia, uma marca no chão ou um alguém em especial. Sempre vai faltar a ultima peça do quebra cabeça.

Esta semana andando pelos corredores, eu podia notar que eles estavam cheios de figuras novas, mas sentia a falta da sua presença. Olhava pro 14 e esquecia-se do mundo. Os pufes ocupados gritavam por socorro. E tudo que vazia era caminhar pelo passado ate me chamarem de volta pro presente.

No fim do transe é sempre a mesma coisa. Sempre somos pegos com risos de felicidade, e sempre tem alguém pra te perguntar do que estava rindo. E respondemos “de nada”.

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