sábado, 25 de fevereiro de 2012

Palavras de Sammy


“Um cachorro não precisa de carrões, casas grandes ou roupas de marca. Um graveto esta ótimo pra ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele.”

 Eu vou levar sempre comigo aquele rostinho, aquele que tanto me fez feliz, que me encontrou quando eu achara que tudo estava acabado, que me deu um nome e um lugar que eu pudesse chamar de lar.  

Sei que às vezes eu dei mais trabalho do que imaginara. Talvez fosse porque eu adorava a cara que fazia quando fingia estar brava comigo. Adorava quando você me defendia das outras pessoas que não ia muito com meu focinho, só porque eu comia seus tênis. Confesso que não gostava muitos daqueles gatos, talvez porque seja de minha natureza ou por medo de perder meu espaço para eles, mas eu sabia que eles também te faziam sorrir. Então eu preferi apenas mandar mordidas como forma de aviso.  Gostava mais do Lorde apesar de ser um belo preguiçoso sem graça.

Teve aquela vez também que caiu uma chuva forte, fazia muito barulho e você me colocou pra dentro escondido. E acabei dormindo dentro de casa, e no dia seguinte nos dois tomamos uma bronca.

Também pude ver de perto quando você estava mal, quando se encontrava cabisbaixa e sem vontade de continuar. Eu podia ver na sua alma, que precisava de minha companhia e ali estava eu, entre suas pernas, em cima da cama, tudo pra te alegrar um pouco. E nessas horas eu também ia mal.

Eu quero que saiba que você mudou o destino de minha vida e que esse período que convive com você eu pode-me sentir alegre, vivo. Eu pode conhecer como era a sensação de ter um dono. Uma dona que me amou de verdade. Não vou dizer "não chore", porque afinal, nem todas as lagrimas são de tristeza. Quero que se lembre de min, não com tristeza e sim com alegria. Quando as lembranças vierem, eu quero que sorria e sinta a felicidade de minhas recordações, Assim como eu sinto ao lembrar de você e nossos momentos.

De onde estou eu posso ver que me encontro numa posição em que eu poça descansar em paz, e deixar essa nova pessoa que adentrou a sua vida, cuidar de você. Conduzir-te ao caminho dos verdadeiros sorrisos.

Agora já vou indo, tem muitas coisas aqui que eu quero sentir o gosto. E mais uma vez, Obrigado por ter sido minha dona!
Com carinho, Sammy!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Chave



Ultimamente tenho questionado muito sobre a evolução de uma população. Uma vez que um simples individuo com característica distinta não representa a evolução da espécie. É preciso desenvolver-se em conjunto e confiar seus genes à próxima geração.
Mas e se um espécime se recusar a apresentar essas sequencias de caracteres por vontade própria? Ter consciência de sua linhagem sanguínea e se recusar a desenvolver o gene. Qual o nome dá se a isso?

Rebelado, revoltado, inconsciente ou talvez sem juízo. O fato é que cada “população” designa um nome a suas ovelhas negras do rebanho. E com isso a energia para proporcionar a mudança se esvai.

Não sei direito ainda, mas talvez, esta duvida que surja em um individuo, de questionar-se sobre aquele costume, de saber que poder ser diferente, de pensar em trazer a mudança, possa ser a chave para a tal “evolução da população”.

Agora com uma possível chave em mãos, só falta achar a porta certa.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Simplesmente Tempo


Tempo! É sempre a mesma coisa. Sem tempo, não dá tempo, ganhar tempo, perder tempo, falta tempo, tempo não passa, tempo passa rápido de mais, esperar o tempo, correr contra o tempo... Tempo! Tempo! Tempo! Afinal quem é esse tal de tempo?

Nosso grande inimigo ou amigo. Bom ou ruim, não importa. Sempre seremos seu escravo. Nunca soubemos enxergamos seu valor. Passamos a vida toda buscando por tempo e no fim nunca temos tempo. E quando temos não queremos ter.

Lembro-me das fases do “tempo”. Quando nos levam para um passeio. Quando passamos a pedir por um passeio. Quando pedimos pra deixar ir a um passeio. Quando estipulavam hora pra voltar de um passeio.Quando saiamos para um passeio escondido. Quando falava “estou saindo”. Quando já não se fala mais nada. Por fim, começa tudo de novo. Mas desta vez você dita às regras. E entende o tempo.

No fim das contas contar com o tempo é um saco. E sempre vai haver um desejo de manipular o tempo. De estar longe do tempo. De voltar no tempo. De apenas esperar o tempo.

Tempo! Só te peço uma coisa. Me dê tempo! Porque ninguém sabe o tempo que temos, para passar com as pessoas que determinamos mais importantes pra nós.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Como um desenho agora !



Olhando para trás agora, eu vejo que a ingenuidade caminhou comigo. Eu não acreditei em certas circunstancias, vivia com os olhos fixados numa ilusão. Divido entre o dom e a preguiça. Com essa brincadeira, pessoas entraram e saíram e nem os vir passar. Eu as observei de mais, não dei a mínima, achava bobo às vezes e a razão sempre falava mais alto. Então eu procurei levar a infância a serio, ate que levei a serio de mais.

Como resultado disso tudo, é como se uma armadura criou-se sobre minha pele. Impedindo assim que os raios solares entrassem em contato com a melanina. Nunca cheguei a sentir como era ser tocado por ele ou sentir seu calor. Era como se eu não conhecesse o sol. E só identificava-o por ouvir falar dele e ao mesmo tempo, eu podia ver sua luz através da abertura do capacete.

Chega a ser engraçado agora! Por que hoje aquela armadura ficou pequena e se desfez com o tempo. Hoje me vejo como um desenho em branco. Sendo pintado e retocado pelas mãos de uma grande mulher. Essa que admiro muito, que despertou a bauhinia, que destruiu meu sistema imune, que me fez ver o “medo”, que trouxe o brilho de volta aos meus olhos, essa que me mostrou o sol, o seu sol.

Basta uma pincelada de seu sorrir que posso sentir os raios de sol tocar minha pele. 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Começa dentro de nos


Quanto mais eu ando pelo tempo e espaço, mais eu percebo que o fardo que carrego é bem mais leve do que de outros seres. Quanto mais eu olho ao meu redor, eu nunca imagino aquelas circunstâncias. Parece que fui mantido dentro de uma bolha o tempo todo.

Vejo muitas pessoas presas ao “não consigo”. Presas em palavras proferidas para inibir a evolução. Seladas em medos de terceiros, perdidas em conceitos impostos. E isso tudo joga contra a coragem que elas têm em si mesmas.

Então porque manter essa postura? Existe uma razão para a qual, capacidade de raciocínio foi dada aos humanos. E alguns temem em usar essa habilidade outras não. Dessa forma, alguns de nossa espécie prega um tipo de empecilho sobre o outro para não ser superado.

Se tiver um cérebro, use-o! Seja fiel a você mesmo, escute tudo o que for jogado em sua cara, mas apenas absorva o que te faça crescer. Não tenha medo de viver, querer viver não é vergonhoso. Mas o principal é, a coragem pra nunca desistir!

O ato de lembrar



“Olhos fechados pra te encontrar, não estou ao seu lado, mas posso sonhar... Aonde quer que eu vá, levo você no olhar.”

Lembranças! Chegam do nada e fazem parte de nos, marcando nossas passagens pelo tempo afora. E quando já estamos sobre seus cuidados, tudo que nos resta é apenas sorrir e ficar com cara de bobo olhando pra dentro de nossas memorias. Talvez esses sorrisos que elas nos arranca seja o verdadeiro sentimento de felicidade.

A parte mais dura de se lembrar é quando voltamos a lugares que traçaram o marco da memoria. Pode estar tudo do mesmo jeito que era antes, mas sempre olhamos e ficamos com sensação de que falta algo ali. Às vezes era uma árvore que dava sombra, um cachorro que latia, uma marca no chão ou um alguém em especial. Sempre vai faltar a ultima peça do quebra cabeça.

Esta semana andando pelos corredores, eu podia notar que eles estavam cheios de figuras novas, mas sentia a falta da sua presença. Olhava pro 14 e esquecia-se do mundo. Os pufes ocupados gritavam por socorro. E tudo que vazia era caminhar pelo passado ate me chamarem de volta pro presente.

No fim do transe é sempre a mesma coisa. Sempre somos pegos com risos de felicidade, e sempre tem alguém pra te perguntar do que estava rindo. E respondemos “de nada”.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A coisa que talvez não entenda !


Estimulo! Para fazer nossas buscas, precisamos de estímulo. E muita das vezes o que simples fatos não nos estimula a seguir com missão, certas coisas mais serias lhe atravessa o caminho para poder te estimular e dar sequencia na missão que lhe foi confiada.

Quando uma sequência de acontecimentos o cerca, é bem provável que esta na hora de correr atrás das respostas. Onde ignorar a ocorrência não é uma opção. Porque se este estimulo de agora não funcionar outros viram.

 A única razão nisso é que, se somos estimulados é porque alguém espera de nos algum tipo de resposta. E só cabe a nos mesmos corresponder com as expectativas criadas pelos estimuladores.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Entre palavras e elétrons



A sensação de não poder fazer nada, é o que mais perturba. Ter conhecimento do caso e não poder nem estar presente. Escutar sua voz diferente de seu timbre normal e não dormir a noite. É passar noites sem ter sono, sem mesmo piscar os olhos, na tentativa de fazer alguma coisa e não achar nada. Apenas uma simples SMS.
Tudo o que mais queria era poder balancear a equação. Tirar uma parte do que transborda em min e dar a você. Era poder doar meus elétrons para fazer você se manter estável. Mas isso só daria certo se fossemos átomos.

O que me incomoda é justamente isso. Ter tantos elétrons extras e não dá-los a ti. Ficar de braços cruzados esperando uma bomba de prótons e neutros entrar em ação. E mais uma vez, apenas enviar algumas palavras por telefone. Às vezes desejo que nossos papeis focem invertidos...

Parando pra pensar agora, átomos são “seres” cheios de energia, contendo ligações muito poderosas, tornando-se muito fortes. E se parece muito com você. Talvez seja isso, talvez eu seja um inútil elétron tentando trazer estabilidade. Só queria poder te dar mais que meras palavras nesses dias.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entendendo o formigueiro



Alguma vez já se perguntou por que vivemos em conjunto? E porque às vezes queremos estar só? E por que tentamos explicar todas essas coisas? Acho que não precisamos de nenhuma explicação psicológica pra explicar isso. É só observar a sua volta e as respostas estão todas ali.

Geralmente quando falamos em formigas, falamos do trabalho de equipe, da hierarquia delas e a incrível organização. Mas você já se deparou com uma formiga solitária? Aposto que todos nos já vimos isso. E cerca de 90% dessas formigas morrem nos próximos minutos. Por quê? Porque elas são esmagadas pelas próprias mãos de quem a esta vendo.

Agora pense o que aconteceria a um de nos, se nos atrevêssemos a deixar o formigueiro e sair andando selva a fora? Quem nos esmagaria? Difícil de imaginar não é? O mais próximo dessa resposta seria a própria solidão.

Porque por mais que algumas pessoas busquem o desafeto por alguém, ela se apega a animais, objetos, coisas que faria se sentir mais acompanhado. E quando tudo isso não preencher esse vazio mais, ela tentaria a “morte”. E então morreria esmagada pelas mãos da solidão.

Então por que, algumas formigas caminhão rumo à solidão? Talvez fosse melhor mudar de formigueiro não acha.

Ligar os pontos


 Acho que durante os tempos da escola todos nos já fizemos um exercício de ligar os pontos, e ver a imagem se formando aos poucos diante de nossos olhos. Era tão bobo que as vezes mesmo sem liga-los dava pra saber o que era o desenho. Mas mesmo assim você os ligava só para ter certeza, e no final sempre dizíamos, "sabia".


Parando para pensar agora, a forma como nossas vidas vai mudando no decorrer da caminhada pode ser um jogo de ligue os pontos. Algumas coisas são tão obvias que você não as enxerga, e muita das vezes esta embaixo de nossos narizes. E tudo se resume a ligar os fatos ocorridos para se enxergar um pouco adiante.

Mas e quando se liga os pontos antes deles existirem? Cria-se "N" situações sem mesmo existir? Às vezes ligar os pontos irrita, principalmente quando não se tem pontos para ligar, e a sua cabeça te da os possíveis pontos de ocorrência, e sem ver você esta jogando novamente.

Talvez isso aconteça quando estamos longe de onde queremos estar. Talvez seja uma ilusão criada pela distancia, ou a falta que alguém nos faz. Não sei, mas eu gostava mais desse jogo quando ele não saia do papel.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Saberia a resposta?



De repente começo a desaparecer, meu corpo explode em milhões de pixeis, e minha presença deixa de existir.

O mundinho onde eu vivia foi reconstruído novamente. Foram retirada todas as minhas pegadas, tudo o que me pertenceu e que um dia poderia me pertencer foi apagado. Cálculos foram refeitos, todos os pontos de vista possíveis, todas as possiveis faltas que eu poderia causar foram analisadas. E então, qual foi o resultado? Eu não sei dizer, porque afinal eu não existo mais!

Lembranças com o tempo passariam a ser apenas sensações. Poderia se questionar se essas lembranças realmente ocorreram ou foram apenas ilusões. Porque eu não existo mais!  Mas se eu nunca tivesse nascido, se nenhuma de minhas células fossem projetadas, não traria esses sintomas. Afinal, eu nunca existe!

É como se minha mera existência nao existisse para o mundo. Não mudaria nada. Porque tudo continuaria girando, apenas pequenas alterações imperceptíveis seriam feitas. O fato é que sou apenas uma mera pedrinha atirada ao Mississípi.

A unica coisa que muda tudo é uma simples pergunta:  Porque escolhi viver?
Agora aplique tudo isso a você, e apenas responda. 

Vivendo sonhos

Nosso cérebro usa apenas um terço da sua capacidade de criar enquanto estamos acordados. Mas quando estamos dormindo ele trabalha em sua capacidade total. Com isso, Nunca sabemos como um sonho começa. Só nos damos conta que estamos sonhando quando nos encontramos no meio de um. E é bem provável que você acorde nessa hora.
 Quando começar a perceber que esta sonhando, um novo estagio começa. O de testar o sonho. Com a capacidade de criar ao máximo, o seu subconsciente vai te mostra seu mundo e a incrível capacidade de criar cenários, formas e coisas inimagináveis. Um mundo totalmente seu!
Mas cuidado! deixe de lado as memorias, porque com o tempo elas viram. E então você passa a viver dentro da lembrança, e muita das vezes o ponto marcante da lembrança você não consegue mudar. Por que é uma lembrança e não um sonho. Assim você revive novamente as mesmas sensações do acontecimento. Tornando assim o sonho em um pesadelo. Um pesadelo criado por sua memória. Não se pode criar sonhos a partir de memória, porque esse é o jeito mais fácil de se perder na noção do que é sonho e do que é real.
Um exemplo clássico disso, é quando sonhamos com uma boa lembrança. Sentimos saudade, e justamente ela que te deixa com vontade de voltar pro sonho.
Quando começar a perceber seus sonhos e encará-los, o seu próprio subconsciente vai começar a projetar suas vontades, suas curiosidades. E com tempo você passa a ter o controle sobre ele. E tudo que vai passar a fazer depois é entender.