quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A síndrome de " Everybody Dies! "


Não acreditamos na morte ate você ser surpreendido por ela. Ou melhor, nos acreditamos só a ignoramos. E basta um acontecimento inoportuno para te fazer lembrar que podemos morrer a qual quer hora. É como dizem, pra morrer basta esta vivo. E se pensarmos bem, a única coisa que devemos a Deus é uma morte.

É meio estranho ter como um o ultimo post do ano, um texto sobre morte. Mas pelo fato de acharmos que esta pode ser a ultima coisa a nos ocorrer e outros motivos ao acaso, refletir sobre a morte pode ser interessante. Afinal, todo mundo morre!

O fato de você morrer não muda nada. Viver muda tudo! Alguns fatores me levaram a questionar sobre o rompimento de uma vida em pleno auge da juventude, onde você não imagina e nem suspeita de nada. Apenas luta e corre atrás dos seus objetivos, desejos e sonhos. E um belo dia, Deus vem cobrar a fatura.

A morte em se não é o grande problema na minha forma de enxergar as coisas. O grande vazio é você deixar a vida sem saber os resultados de suas batalhas, sem saber o que você poderia ter conquistado, sem saber o que teria se tornado no final de tudo. Penso que a grande frustração de uma morte precoce e inesperada, é de não poder ter tido a oportunidade de ter chegado ate a velhice, olhado pra traz e ter dito “se pudesse faria tudo de novo”.

Então preste bem atenção no que eu vou te dizer, Todo mundo morre! E a morte não escolhe dia nem lugar, idade ou tamanho, ela vai pegar você. Portanto deixa o orgulho de lado e de abraço nas pessoas que goste. Diga que a ame e compartilhe de seus afetos. Mesmo que esteja passando um momento conturbado onde a raiva toma conta, livre-se do que te prenda e vá viver as oportunidades que você pode ainda ter. Pois afinal, ninguém sabe o tempo que temos para passar com pessoas que determinamos mais importantes pra nós! 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Síndrome de 16 de Novembro


No cérebro as sinapses te fritam os lóbulos, milhares de sinais elétricos chegando de vários lugares, te fazendo enxergar, ouvir, cheirar, sentir e saborear. Puras ilusões, fantasias perplexas de um intelecto diferente do normal. Apenas ignore, por que quanto mais feliz você é mais ignorante você se torna.

Com quatro semanas de gestação, um embrião humano possui a calda de um réptil. Mostrando que não podemos negar nossa biologia. Não mudamos nossos costumes! Eu podia mapear seus genes, sequenciar suas regiões codificantes e verificar o comportamento de suas proteínas. Mas os resultados eu já sei.

É como fazer um drink. Pegue uma garrafa de duvidas e incógnitas e misture com medos e confusão. Colaca dois dedos de insônia e interrogações, chacoalhe bastante e por fim uma pitada de mistérios e segredos. Pronto! Quando tudo isso fervilhar, a reação emite um fóton, e o copo fica piscando. Não é um caso de gostar ou tolerar, esse só é mais um jeito. O seu jeito. Mesmo que esteja completando 22 anos hoje ou 72 daqui a cinquenta anos, esse copo é você. Este é seu drink!  

Não nos despedimos quando foi embora, em algum pedaço da curva soltei sua mão e não percebi. Parti com uma promessa de talvez, em algum dia, voltar e ver como as coisas ficaram. Porém o sentido da vida é 5’ pra 3’. É sempre pra frente!  Mas você sempre com um monstro invisível na cabeça arrasando tudo o que é de praxe. Uma brilhante ideia de uma cabeça nervosa grafitando outro muro de raiva. Um espelho invertido com dois reflexos brigando para coexistirem.

Um enigmático espelho que até os seus segredos possuem segredos.  Mas como em todo espelho, ele reflete a imagem que precisa por hora, não a que precise continuamente. Lembrando que o copo é surpreendentemente brilhante, culpa do fóton que emite uma luz muito forte tornando impossível ver o que tem dentro.  O lance do espelho e do fóton é ignorar.

Já posso ver a reação em cadeia. As reações químicas que criam uma emoção projetada especificamente para dominar a lógica. E a razão, uma emoção que te faz recusar uma verdade simples e obvia. A ignorância é uma dádiva. Quanto menos você saber mais feliz se torna!
Feliz aniversario!

domingo, 11 de novembro de 2012

A síndrome da evolução


As pessoas temem aquilo que não entendem. Com a evolução é assim! Essas pessoas se recusam a acreditar que nós, meros humanos, originamo-nos de seres simples. É um pouco complexo de entender a evolução, é verdade. Afinal a mente descontinua das pessoas impossibilita a formulação do contexto em seus cérebros. E em resposta a isso, elas ignoram completamente a evolução e se devotam a um ideal, um arquiteto!

Para essa grande massa, esse arquiteto é o responsável por criar todas as espécies visíveis e invisíveis existentes neste planeta. Com seu pincel ele criou o mundo em seis dias, fez a cada um de nos. E ainda conseguiu juntar o inútil com o desagradável e criar alguém.

Se formos seguir esse raciocínio, imagina o quanto impiedoso era esse arquiteto, ao ponto de juntar tudo o que é de ruim, que possas existir, e colocar tudo em um individuo. Imagina a quantidade de esboços descartados que ele se negou a dar o direito da vida. Sem falar no imenso gasto de matéria prima que ele descartara. Simplesmente ridículo tudo isso!

A evolução funciona justamente para não existir todas essas maluquices que dizem. Ela faz com que, por meio de um rigoroso processo seletivo as espécies fossem se diferenciando e adaptando-se a cada minúsculo lugar possível de existir uma vida. Desta forma e juntamente com um componente extra, a competição, cada espécie desenvolveu mecanismos únicos para driblar as pressões exercidas sobre elas. E com tudo, temos hoje essa vasta variedade de espécies.

Cada um acredita no que quiser, absorve aquilo que lhe convém e se contenta naquilo que consegue ver. Você pode continuar ignorando a evolução, mas não pode nega-la. Afinal sem ela seriamos seres unicelulares ate hoje!

sábado, 3 de novembro de 2012

A Síndrome de “save the planet”


Somos todos bichos! Animais cujo intelecto nos da uma falsa ideia de controle e superioridade sobre as demais espécies. Somos animais arrogantes e ambiciosos, movidos pelo capitalismo e a necessidade de alimentar o ego. Pensamos que pelo fato de ter um cérebro mais avantajado podemos devastar tudo e qualquer lugar e depois se devotar a um Deus, suplicando proteção.

Nada é orgânico, é tudo programado. Somos todos maquinas de sobrevivência lutando por se só. Cada um é programado para ser do jeito que é, respondendo a estímulos e pressões de todo o meio.  Competindo por um futuro incerto. Um futuro de maquinas!

Somos um câncer! O câncer do planeta. Multiplicando se aos montes, consumindo freneticamente do os recursos da biosfera. Matando, destruindo e atropelando toda forma de vida por um simples pedaço de papel. Somos a doença sem cura. E a terra, um moribundo no leito de morte esperando por um milagre.

O planeta não precisa de médicos para diagnosticar o problema, ele precisa é de anticorpos contra esses agentes cancerígenos. Salvar o planeta não é só separar o lixo e fazer coleta seletiva. É combater o sistema, a ganancia. É combater a falta de intelecto e ignorância do tão poderoso e sábio homo sapiens sapiens. Não precisamos de coleta seletiva de resíduos e sim de ideias!

Todos reconhecem o problema, e a resposta esta nas mãos de cada um. Mas será mesmo, que essa natureza do homem lhe permite salvar o planeta? 

sábado, 27 de outubro de 2012

A síndrome de Realidade


O que é real? Como você define o "real"? Se você está falando sobre tudo o que consegui sentir, cheirar, ouvir, ver ou saborear, então o real é simplesmente sinais elétricos interpretados pelo cérebro. Sinais estes que te dão a sensação de controle, de ação, ocorrência  Mas se por um instante conseguíssemos burlar os sinais elétricos do cérebro  então o que chamaríamos de real?

Tudo e qualquer forma de reconhecimento que o cérebro usa para interpretar os estímulos e acoes gerados pelo ambiente, seria simplesmente inútil. Eliminando a existência do lado bom ou ruim, do bem ou do mal, do forte ou fraco, do claro ou escuro, do alto ou baixo, não haveria exatamente nada. Apenas um cérebro construindo uma realidade na qual nem conseguimos imaginar.

Se você sonhar com um copo de milk sheike, o contato visual com o copo vai fazer com que o seu cérebro te diga que aquilo é algo bom, refrescante e delicioso. Mesmo sem ter chagado a experimenta-lo. Mas a verdade é que nada daquilo é real. foi apenas uma falsa realidade que o cérebro criou.

Já ouviu falar de liberdade, verdade, paz ou talvez amor? Pois é... Não passam de ilusões, fantasias da percepção. Sínteses temporárias de um débil intelecto humano tentando desesperadamente explicar uma existência sem significado ou proposito.

Pensando claramente, Talvez o segredo da vida esteja no profundo significado de uma palavras. Ignorância. Porque a ignorância é uma benção!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Síndrome de Deus


A ideia de Deus é uma só. O senhor do céu e da terra, criador de todas as coisas. Cujo seus poderes são onipotência, onisciente e onipresença. O todo poderoso com uma lupa na mão esperando para punir as formiguinhas que se atreverem a se rebelar. Um velhinho de barba branca e cabelos compridos, e com uma carequinha franciscana na cabeça ainda!

A mente humana é tão medíocre que antes mesmo de acreditar em suas próprias habilidades para realizar alguma atividade, eles pedem permissão a alguma espécie de santidade para executa-las. E tem a audácia de falar ainda, que se alguma coisa não deu certo foi por que Deus não quis. E se deu certo é porque Deus já havia planejado isto pra você. Nunca pensam que se você conquistou algo, foi porque você se preparou e lutou por aquilo.

Pior ainda é quando dois times, de um esporte qualquer, estão prestes a se enfrentar e rezam momentos antes da partida, pedindo para que Deus possa ajuda-los a vencer o outro time. O engraçado é que, o outro time também reza e pedi a mesma coisa ao mesmo Deus. Então por que diabos o mesmo Deus de ambos iria beneficiar a vitória de um e a derrota de outro? É muita prisão pro meu gosto!

Sem falar que pra muitos, Deus é sinônimo de religião. Se você discorda de algum costume religioso você esta negando Deus. E ele vai te punir! Uma chantagem psicológica barata, cujo o objetivo é o total controle das correntes rigorosamente fixadas nessas pobres cabeças infame, que chamam de fieis! Sem falar que Alguns leitores vão pensar que o satã, o demônio, o diabo, ou outra bobagem qualquer, tomou meu corpo e me fez escrever este texto.

Em fim, se você for esperar Deus escrever certo por linhas tortas, é melhor você aprender a escrever por se só. Por que é isso o que ele quer. Ela não vai escrever nada por você. Deus te da uma caneta velha e um papel em branco, para que você faça qualquer rabisco e chame isso de vida. O que ele mais quer é que você fique quieto, de preferencialmente bem sedentário, para que ele não tenha o trabalho de ler o que se passa nessa cabeça vazia e tentar botar um pouco de encéfalo ai dentro, ou de estar presente em alguma estatua da sua casa, ou lhe protegendo na perambulacia da vida. Assim ele só tem o trabalho de lhe tirar essa pobre alma e levar pro mundinho de cores e fadas maravilhoso que a mente humana construiu e pensa que é assim.

Então trate logo de levantar essa bunda preguiçosa, velha e gorda daí e vá se preparar pros desafios de um mundo extremamente competitivo, onde os mais aptos sobrevivem e os ultrapassados culpam Deus por suas falhas!

domingo, 16 de setembro de 2012

A sindrome das gerações


Desde o caldo primitivo de moléculas ate os dias atuais, a regra é sobreviver e multiplicar. Lutar por um espaço ao sol e garantir seus descendentes. A ideia é a propagação de genes altamente capazes de resistir e adaptar-se em qualquer ocasião, que foram delicadamente e calmamente selecionados pela seleção natural.

Há cada geração que surge, ela se depara com varias origens de sobreviventes de tempos distintos. E em suas cargas genéticas concentram-se características exclusivas de seus antepassados. Esses novos protótipos são criados embasados em conceitos, regras e lendas de gerações antigas. Unidas por um laço sanguíneo e acorrentadas num mundo de leis e condutas naturais que regem a vida.

Desta forma a vida se torna um rosto com duas faces distintas, de olhos e sentidos opostos, de sons e gostos contrapostos, de ideias e ideais distantes. Tornando-se separadas pela idade, mas unidas pelo tempo. Deixando apenas uma pergunta a responder:

Quando se tornar pai, você vai ser o seu pai? 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A síndrome da síndrome


Perca-se no paradoxo! Onde as pupilas dilatam, para que ate o menor dos menores dos ciscos de luz possa ser captado e levado ate a retina, e o cérebro entender isso como uma imagem. É mais ou menos assim que funciona.

Nossos olhos não apresentam ao cérebro uma fotografia fiel do que há por ai, muito menos um filme preciso do que esta acontecendo ao longo do tempo. Nosso cérebro constrói um modelo que é constantemente atualizado. Atualizado por pulsos codificados que circulam pelo nervo óptico. Acabando sem saber se vermelhos são realmente vermelhos ou se és daltônico.

O único sentido de analisarmos o verde é justamente para comprovar o vermelho. Verde talvez seja vermelho. Já o vermelho fingi-se de vermelho, quando na verdade era magenta. Logo os tons de magenta são verdes. Então todo o verde é vermelho.

Pronto! Abra os olhos e me diga, o que você vê? 

domingo, 5 de agosto de 2012

A Síndrome da Religião


“Meus pais escolheram minha primeira escola. Primeiro porque eu nem sabia o que era escola e segundo por acharem que era a melhor para min. Passou um tempo e eu pedi pra mudar de escola. O motivo eu nunca soube, apenas queria conhecer outra. E assim mudei de escola.”

Para algumas pessoas, questionar a cultura que foi ensinada a ela quando criança, é a ultima coisa que se passa pela cabeça. Por que elas crescem com o consenso de que apenas um ponto de vista (o dos pais) que esta certo. E quando são colocadas de frente a uma ideia contraditória eficiente e começam a acreditar nelas, essas pessoas caem no “eu não sabia que podia”.

Se aplicarmos essa ideia no quesito religião, o que você vai ouvir é: religião não se discutiu.  Mas por que diabos não se discute? O que faz da religião um assunto indiscutível? Muito simples, tudo isso é resultado de uma pequena palavra; cultura!

Não vejo a religião como um ato de acreditar ou não em Deus. Apenas um costume de moldar suas ações. E alguns desses costumes são tão poderosos que algumas pessoas preferem morrer a quebrar alguma de suas regras. Como por exemplo: Um judeu vá preferir morrer de fome, na falta de alimento, do que consumir carne de porco para sobreviver. Costume esse que lhe custara à vida, se não parar pra pensar.

Se formos analisar, o conceito de religião é: um conjunto de sistemas e de crenças, alem de visões do mundo.Ou seja você herda a cultura na qual lhe foi imposta, mas você possui a capacidade de enxergar a visões que o mundo lhe proporciona. E nenhuma especie de "santidade" tem o direito de moldar o que você pode ou deve enxergar.

Os costumes religiosos não fazem de ninguém mais forte ou mais fraco. Eles apenas te moldam lhe proporcionando confiança. Acredito que todos vem ao mundo com propósitos, de alguma forma e não sei como, "pré-moldados" em sua cabeça. E que buscam na religião uma certa confiança de acreditar naquilo que murmuram em sua mente. Tornando a religião como um modelo a se seguir. Numa simbiose de "Fé" e "Coragem".Eu só acho que sabemos do que precisamos, mas só fugimos do que queremos.

Religião não necessariamente esta ligada na crença ou não de Deus. Tanto que se me perguntarem sobre Deus, eu vos digo: Sou um crente descrente que busco enxergar alem das verdade e costumes de uma cultura rigorosamente e fortemente manipuladora que é a religião. Buscando uma coerência entre o que é verdade e o que é real.

Vemos o mundo de diferentes ângulos, formas, cores e lugares. Mas não necessariamente você enxerga o vermelho do mesmo jeito que o meu. Certo?








domingo, 15 de julho de 2012

A síndrome da Fé


Por que as pessoas depositam suas forças na “Fé”? Lembro que quando ouvi essa palavra pela primeira vez, logo perguntei o que é fé? Me falaram que é uma coisa que você tem que acreditar. Mas acreditar no que? Mesmo com pouca idade na época, eu franzi a testa e não fiquei convencido dessa explicação.

Ter fé! Constantemente ouço isso pelas ruas, escrito em sites e em carros. Mas ninguém tem uma consciência de apontar o que realmente é fé. Parece que a própria fé em pessoa vai chegar e resolver todos os problemas que rodeiam essas pessoas que andam falando e pregando a fé nos cérebros enfermos que vemos por ai.

Se ter fé significa acreditar, logo “fé” e “acreditar” são ambíguos. Criando assim um termo para se referir a acreditar em alguma coisa sobrenatural, que vai cair do céu enquanto ficamos sentados esperando a ação da fé.

Caro leitor beato, sinto lhe informar que, Fé não vai mudar a vida de ninguém. Trabalho duro sim! Isto sim pode mudar alguma coisa. Ter ou não ter fé, não vai fazer de ninguém melhor ou pior que ninguém. Apenas fazer com um cérebro chulo acredite em algo que nem mesmo ele sabe o que é. Se nem mesmo os próprios “pregadores de fé” acreditem neles mesmos, você acha que a fé vai resolver alguma coisa pra alguém, sem trabalho duro?

Não to tentando bancar o polemico, nem o ateu, nem mesmo o ateu polemico. Apenas tentando achar um melhor significado pra fé, segundo alguns costumes. 

Quase tudo que é incomum no homem pode ser resumido em um palavra: "Cultura". E fé me parece uma delas.






domingo, 8 de julho de 2012

A síndrome do final


É estranho quando chega o final. É estranho o som da palavra fim. Não consigo compreender a sensação de vazio, entre um espaço de tempo do final e o começo. Seja o um final de um filme ou de um livro, o final de um jogo ou de um trabalho. Não importa, é estranho quando acaba.

Acaba que estranho não é o final. Estranho é decidir o começo. Por que todo começo tem um final! Ou pelo menos era pra ter. Se o próprio final já é estranho, uma coisa sem fim é mais estranho ainda. É como fazer um furo na ponta do dedo de uma pessoa hemofílica e esperar coagular.

Mais estranho ainda é que somos programados a botar um fim nas coisas. Determinamos o tempo que vamos investir em nossas atividades. E lutamos com nossos olhos vislumbrados em algum final. O pior de tudo é que nem sempre o final que desejamos é o final que temos.

Sendo assim, por que apostamos todas as nossas fichas no final?

domingo, 1 de julho de 2012

A síndrome de Entorpecer


A caminhada foi longa em mata fechada, mochilas pesadas junto a facões que se tornaram cegos de tanto abrir trilha. O suor escorrer junto ao ápice da exaustão, mas com uma expressão de que cada folha encontrada pelo caminho valeu cada passo dado.

Diante da fogueira e o brilho da lua, acendo um toco e a fumaça verde desaparece no ar.  O momento era de total descontração. No horizonte a visão de um vale escuro e calmo, onde apenas as copas das arvores estavam iluminadas. Paz total!
O beck seguia rodando, a discussão era sobre lealdade de cães ou o jogo de interesse de gatos e suas garras retrateis. Após a analogia da evolução eu me retirei. Ao som de BB King eu vaguei por mentiras e verdades deste mundo. Ainda me restava uma ponta do beck acesa, e um luar incrivelmente relaxante.

Jenis Joplin se apossou dos meus ouvidos e junto à ideia de que o verdadeiro entorpecente não era o que tinha em mãos, mas sim o som de duas silabas. A coisa por trás dessa mera expressão é tão mística que chega a entorpecer. Te deixa de olhos fechados e totalmente viciado, completamente alucinado que quando a onda acaba se encontra em total abstinência.

Estamos cercados de hipocrisia onde condenam alguns tricomas, mas esquecem de que seu efeito é o mesmo da ocitocina. A diferença é que no dia seguinte o beck apaga e a ocitocina te entorpece a vida toda. Fazendo o cérebro se perder na narcose ocitocinica.

Falam que ninguém vive sem amor. Oxigênio é mais importante!

domingo, 24 de junho de 2012

A síndrome de não mudar


O comportamento é o resultado de varias expressões genicas e também de aprendizado. Ele é exclusivamente único. Cada um possui o seu conjunto de características únicas, sendo praticamente impossível alguém possuir as mesmas características que a suas.

Podendo variar desde simples gestos ate atitudes complexas. O interessante é que na maioria das vezes o comportamento é involuntário. Não se percebe a tomada de decisão repetida ou a característica de causar alguma confusão. Mesmo que aprendemos com o tempo a controlar certas expressões, os rastros são visivelmente claros. Não mentem.

Assim como um escritor deixa seu DNA no seu texto, a característica deixa pegadas. Vo te contar um segredo: As pessoas não mudam! No máximo escondem suas expressões. Dai se tem a impressão de que alguma coisa mudou, mas a verdade é que não aconteceu nada. Pode passar anos, décadas, pessoas não mudam. Elas crescem! Mas crescer não significa que você mudou. Apenas ficou mais velho e as características são expressas do mesmo modo.

Agora um segredo maior: sabe por que ninguém muda? Simplesmente porque seu genoma não lhe permite mudanças. Ele preza pelas características que lhe permitiram sobreviver. Assim pessoas são únicas e imutáveis.

Ao conhecer as pessoas um dia, reconhecerá elas por toda vida. Se algum dia alguém te falar que você mudou, é quase certo que esse alguém nunca te conheceu!



domingo, 10 de junho de 2012

A síndrome do Neurolisador


Funciona como uma síndrome, uma serie de atos e comportamentos controlados mesmo quando parece não estar sendo controlado. Seguindo regras cuja quais desconhecemos as origens e seus efeitos.  Uma síndrome que molda o intuito de pensar desses pobres seres que chamamos de pessoas.

As pessoas tem o costume de rotular aquilo que não entendem, ai tem a sensação do controle das coisas. Até que você começa a questiona-las, e elas se perdem e suas palavras vazias. Mas é claro que pra estas pessoas, ter o controle de um rotulo de uma coisa que ela desconhece é muito mais cômodo do que buscar entender a razão de suas palavras vazias.

O problema com a exceção a regras é a linha que delimita elas. E justamente essa linha que constrói um raciocínio moldado pelos fundadores das regras, que surte efeito. Eles sabem que as pessoas não quebraram as regras, uma vez que essa pessoa vai ser trajada com um “pecador” ou “marginal” ou alguma coisa do tipo, e assim mantendo a muralha da china em suas cabeças.

Nós, humanos, estamos tão familiarizados com as regras, e elas são tão potentes sobre nós que, se temos pouco visão, obedecemos à regra em si, mesmo quando percebemos perfeitamente que ela não esta servindo em nada para nós ou para qualquer outra pessoa.

É como disse antes, funciona como uma síndrome. A síndrome do neurolisador!  Onde uma simples regra lisa toda a sua capacidade de examinar e pensar sobre uma situação em questão.

Eu costumo brincar com o seguinte: A cultura produziu o cérebro que a produz. Muito simples, Questione!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Inimigo do tempo


Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou. Já estou à beira de duas décadas de sobrevivência e nem percebi o cronometro da vida rodar. Apesar de minha maquina ser nova ela já apresenta defeitos letais. Mas sigo resistindo!

O tempo não foi meu amigo no passado, quando pedia por mais tempo, para passar com pessoas que determinei mais importantes em certos momentos. E do mesmo modo que ele foi meu inimigo antes, ele esta sendo agora. Roubando minha juventude e vitalidade, me fazendo caminhar rumo a única certeza deste mundo. A morte!

Acabo de olhos fechados, dormindo e querendo dormir cada vez mais. Sonhando eu acordo pra dentro. Eu só esqueço de que o sono é um primo da morte. E que por mais que tentamos engana-la um dia ela chega. Todo mundo morre!

Procuramos por mais tempo, mas perdemos muito tempo dormindo. Ate que um dia nosso tempo esgota e dormimos para sempre. Por mais que viramos a ampulheta a areia escorrer, por mais que tente segura-la ela escapa. E o tempo passa.

Não podemos perder tempo tentando segurar a areia. Apenas aprecie o tempo que ela te proporcionar, afinal o tempo é uma via de mão única. É sempre pra frente! E a cada dia que passa ele substitui momentos físicos por lembranças. E no final esse conjunto de lembranças recebe o nome de vida. E um dia a vida acaba!

Todos os dias antes de dormir, lembro e esqueço como foi dia que passou. Sempre enfrente, não temos tempo a perder.

sábado, 26 de maio de 2012

A verdade do Apego


 Apego, Afeto, Amor... Todo mundo pensa que não existe explicação pra essas coisas. Mas você já se perguntou qual o porquê de sentir afeto, apego por alguém?  É simples, o sistema de apego é desenvolvido em mamíferos porque seus jovens são imaturos. Ou seja, esse sistema de apego é ativado para poder manter o contato após o nascimento por meio de protestos como chorar, bater... Quando a mãe se separa e talz. É um comportamento involuntário do bebe que mostra insegurança e estimula a mãe a cuidar dele. Mas esse tipo de afeto é o que chamamos de cuidado parental, que por sinal, é o único amor verdadeiro.
Agora como se explica um tipo de afeto com uma “pessoa estranha”? Muitos dizem que não se explica esse apego, mas na verdade é tudo biologicamente programado. Quando uma pessoa se encontra insegura de suas ações, não sabe quais decisões tomar e talz, ela se senti desprotegida. E a partir do momento em que ela encontrar essa “zona de proteção” em outro individuo, é o que chamam por ai de amor! Como no bebe uma pessoa se encontra em um estado desprotegido e ao encontrar essa qualidade de proteção em outro ser, é onde nasce comportamento de afeto, apego ou amor. Chame do que quiser!
Se olharmos bem pra isso, o tal “eu te amo” não passa de um conforto pela “zona de proteção” que uma pessoa proporciona á outra. E quando isso não funciona mais, é o que dizem que o amor acabou. Mas na verdade o que acontece realmente é que essa pessoa que se encontrava desprotegida não consegue sentir a proteção do companheiro. E assim quebrando os laços, mudando o comportamento.
 Esse sentimento chamado amor só existe quando é parental. O resto é farsa! Esse outro afeto que eles confundem com amor, não passa de um comportamento parasita involuntário, onde um individuo se aproveita da “zona de proteção” do outro. Sugando tudo o que a conforta.
Vantagem disso tudo: A capacidade de aprender e se adaptar ao meio. Desvantagem: sermos emocionalmente vulneráveis. Eu já disse uma vez que, o gene programa a maquina para sobreviver e não para amar.  Aprenda uma coisa: Alguém será infeliz um dia. Aceite!
Você pode discordar achar idiota, e pensar o que quiser. No fundo tudo não passa de comportamento.  Esse “amor” não é o ópio da massa, mas sim o placebo dela.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A peça..


 Há uma razão para mentira: Funciona!

As horas voam, a barba cresce, e a cada dia que passa, tenho quase certeza que inventaram uma peça de teatro as presas, montaram um cenário qualquer com personagens e falas programadas, e justamente quando eu perambulava pelo corredor, me pegaram e me colocaram como protagonista dessa praga.  Me jogaram dentro de uma mentira das mais idiotas e começaram a vender os ingressos.

No principio parecia uma historia real, todos esses jogos de palavras pareciam originais, e nunca proferidas a ninguém. Quando isso começou a ser repetido diversas vezes, percebi que todos estavam maquiados e fantasiados menos eu. Os jogos de palavram já eram prontos, já foram ditos. O personagem não existe, essa historia nunca existiu. Isso é uma peça, é tudo fictício.

Viver uma mentira é assim, você diz às pessoas o que elas querem ouvir, e depois o próprio cérebro manipulado delas fazem o resto. Cria milhões e milhões de crenças que nunca existiu. Quantas vezes você jogou a verdade na cara das pessoas? Quantas vezes te disseram a verdade? Quantas vezes te largaram numa ilusão, julgando ser o melhor pra você? Quantas vezes?

Sabe por que ninguém diz a verdade nesse teatro da vida? Por que os atores tem medo de acabar com as crenças idiotas do publico. Eles acham que as pessoas sofreram menos e viveram melhor na mentira que são ditas a elas, e que as próprias pessoas esperam ouvir e acreditar, do que dizer a real verdade das coisas.  Vai acreditar em min? Eu minto sobre tudo.

Quando se quer saber a verdade sobre alguém, esta é a ultima a quem se deve recorrer. Ao final desse espetáculo, tudo que vejo é seu cérebro explodindo com ocitocina e eu curtindo meu Alzheimer.
Sua estória é fascinante.. Já pensou em adapta-la para teatro?

domingo, 13 de maio de 2012

Licença, só uma pergunta..


Outro dia estava andando na rua numa mistura de passos vagarosos e mente rápida. Enquanto andava eu via muitas coisas, multidões de pessoas sempre com pressa, carros passando aos montes e um céu mentirosamente ensolarado.

Em meio a tudo isso, uma cena me chamou atenção. No canteiro central de uma avenida estava um mendigo de pé com um olhar firme naquele céu de mentira. As pessoas evitavam passar perto dele, olhando-o com um olhar de escória.  Ele retribuía com um olhar vazio, como se estivesse cego.

Ao passar perto dele, eu olhei no fundo daqueles olhos e pude perceber que por trás daquele disfarce de animal, implantado pelas pessoas a sua volta, havia um ser humano. Uma pessoa assim como eu e você escondida atrás de barba, cabelos e uns trapos. Esquecida pelo mundo.

Em poucos segundos eu pude ver qual era a visão que ele tinha de nós. De tanto ser ignorado ele passou a nos ignorar também. Eu pode sentir uma espécie de raiva misturado com um ar de “esquecido” emanando dele.

Enquanto terminava meu trajeto, me imaginei no lugar dele. E percebi que ele não olhava o céu por acha-lo bonito ou algo do tipo. Ele olhava o céu, pedindo-lhe que o fim de sua vida chegasse logo. Pra poder se libertar da maldição que é tentar sobreviver com alguma dignidade, que foi esquecida durante os anos de solidão vividos nas ruas.

Quando cheguei a essa hipótese, olhei para o mesmo sol de mentira e perguntei; o que faz de nós seres humanos?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

No Silêncio da Observação



Eu escrevo o que observo e não o que sinto. Por que sentir... Sentir não faz sentido. Todos mostram lados controversos. As observações têm uma logica e essa logica tem explicações, argumentos. E só convencemos as pessoas com argumentos, e não essas bobagens alheias que escutamos por ai.

Por que palavras não mostram nada, atitudes sim! E provavelmente suas atitudes mostraram o contrario do que você diz. Afinal todo mundo mente. Só tome cuidado para não enganar e mentir para se mesmo. Por que a partir dai você não se reconhece mais.

Você pode absorver pra si as coisas que você acha que tem algum valor. E mesmo que você tente achar o significado disso tudo, no final você não acha nada. Esta tudo bem em imitar alguém que respeite, mas você não pode se tornar esse alguém.

E então me perguntam quem eu sou. Eu digo:
- Sou o que sou, quando dizem o meu nome não sou mais eu. Quem sou eu? Eu sou o silencio! 

terça-feira, 1 de maio de 2012

A RESPOSTA BIOLÓGICA, PERANTE A UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA


 A biologia é tão obvia que chega a ser imperceptível aos nossos olhos ofuscados pela ignorância. Fazendo assim seres totalmente álter egos e inconscientes de se mesmo. Somos maquinas programadas por nossos genes, estes mestres na arte de sobreviver.

Como já dizia um certo sábio “ o meio faz o individuo”. Uma grande observação feita. O gene interage com o ambiente proporcionando uma adaptação do individuo com o meio em que vive. E como consequência nasce o comportamento.
A maior cartada de sobrevivência do gene é a reprodução, afinal é ela que garante a sua existência. Desta forma o gene programa a maquina apenas para sobreviver e reproduzir. Implantando extintos para que possa se proteger das ações adversas que o meio proporciona. Tornando o ínvido totalmente egoísta. Um comportamento involuntário, mas que é necessário para resistir.

Mas esse comportamento não nasceu hoje, muito menos ontem. Ele vem de séculos de sobrevivência, desde o caldo primitivo de moléculas ate o que conhecemos hoje como Homem. Você não percebe, mas ser egoísta é o que te deixa de pé diante de uma enorme frota de maquinas de sobrevivência.

Se pensarmos bem, não passamos de grandes hipócritas, subjugando preocupação com pessoas alheias. Você é programado pra se preocupar somente consigo mesmo e sua linhagem e nada mais. Esse negocio de generosidade e preocupação com o bem estar da espécie, no caso homem, não existe. Assim como papai Noel existe, nus preocupamos um com os outros. Cada um sabe o que é melhor para se mesmo, e ninguém sai por ai dividindo os recursos.

 Todo mundo mente! A única diferença é sobre o que. Como já dizia Richard Dawkins, Tentamos ensinar generosidade e altruísmo porque nascemos egoístas. 

sábado, 28 de abril de 2012

Vontade


Às vezes a vontade é de pegar uma furadeira e perfura meu crânio, só pra ver se consigo encontrar o esquecimento. Ando cansado, cansado de respirar, de andar, de vacinar, ando cansado de ver sempre as mesmas coisas.


Eu quero um tiro de misericórdia, que me faça ficar estirado junto ao chão vendo os dias ficaram mais longos e as noites mais frias.  Sentir os vermes se apossarem da minha carne, devorando tudo e qualquer rastro de lembranças possíveis. Pra acordar e nem lembrar o meu nome ou lugar de onde eu vim.

Deixar a barba e os cabelos crescerem e viver como um desconhecido, um nada. Abandonar os óculos e aceitar a visão míope de uma criança ingênua perante o mundo.  Quero jogar tudo pro alto e mandar todo mundo pra merda, virar as costas e sair andando.

Pra falar a verdade, eu queria uma coisa simples, apenas ter escutado o que você tinha pra me falar. Afinal, esse filhote de lobo mal preguiçoso e sem fome, merecia saber qual o verdadeiro caminho pra casa da vovó.  Saber a historia por trás da historia, Não acha?

domingo, 22 de abril de 2012

My Body is..


Meu corpo é uma jaula, que me impede de dançar com quem amo. Mas minha mente possui a chave.
Estou encima do palco, de medo e duvidas interna. É uma peças horrível, mas eles aplaudiram de qualquer maneira.
Estou vivendo em uma época que chamam a escuridão de luz. E apesar de minha língua estar morta, suas formas ainda preenchem minha cabeça.
Meu corpo é uma jaula que me impede de dançar com quem amo. Mas minha mente possui a chave. A chave...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brincando com a cobaia


Há impressão que tenho é que estive em um transe hipnótico, onde eu andava por ai procurando pelo esquecimento. Procurava por um rosto no qual nem reconhecia mais, era como procurar por alguém que você nunca viu.

Ate que cansei, cansei de força a visão pra poder enxergar um pouco mais longe, cansei de lembrar toda vez que sentia um perfume parecido, cansei de ser eu. Tentar responder as perguntas que me surgia num ia adiantar em nada, hipóteses são hipóteses, elas só passam a ter suporte empírico quando são testadas. Então simplesmente afundei minha cara no álcool e esqueci o mundo.

Botei ordem na bagunça, guardei alguns livros devolvi outros e segui por ai. Só não imaginei que o esquecimento ia me achar assim tão repentinamente, totalmente inesperado. Estive face a face com o que procurava, mas não consegui dizer nada. Meus músculos travaram, fiquei sem palavras.

Eu tinha conseguido controlar o impacto causado pelos transposons. E agora eles começaram a se movimentar novamente, reações nocauteadas deram um pequeno sinal de vida, e a pergunta que fico é, por quê? Não sei o que fez o trasposon se movimentar, mas só quero entender.

Deixa-me adivinhar, certa hora alguma coisa te fez resgatar lembranças, momentos. E com isso bateu um sensação de distancia, nascendo assim perguntas do tipo “por que”.  Você se sentiu confusa, criou varias teorias em madrugadas tortuosas e resolveu fazer o teste, se sentiu idiota, mas esteve cara a cara com a interrogação. Eu tenho uma forte base empírica, e agora te pergunto, o que aconteceu com aquela cabeça confusa? Quem é a verdade?

domingo, 15 de abril de 2012

Na Biblioteca


Nem todo ponto é redondo, mas todo ponto é um final. Mesmo que se espere por mais um paragrafo ou capitulo, talvez uma nova saga. Mas é ponto final. É o fim da historia, do livro. E junto com o final do livro, sempre pensamos inúmeros finais, menos o que o autor escreveu.
Estava relendo alguns capítulos, pulando uns e com receio de ler outros. Ate que me perguntei por que hesitava em reler aqueles parágrafos, porque hesitei escutar certas canções. São só livros,  são só historias. Milhões de historias transformadas em livros de ficção, nada baseados em fatos reais, só irreais e fantasiosos, de um mundo que poderia existir, mas não existe. 

 Fechei o livro, reli o titulo novamente e devolvi à bibliotecária. Ela me perguntou se gostei do livro, e respondi: Mulheres são como livros que precisam ser abertos, lidos e relidos, foleados e admirados, talvez compreendidos. Mas nunca queimados, apenas devolvido à biblioteca. 

Afinal, Todo começo nasce do fim de outro começo!

sábado, 31 de março de 2012

Texto com textos

 Antigamente era assim, andava “sem rumo” procurando pelo improcuravel. Não me importava muito com “opiniões alheia” seguia expressando pouco ou quase nada, apenas observando como esse mundo girava e seguindo minhas próprias crenças.  

Talvez eu buscasse pelo verdadeiro “sossego”, mas eu não sábia o que podia chamar de sossego naquela época. Na tentativa de “understand” algumas coisas, optei por um hobby diferente de min. Embarcado entre “uma lenda e uma coincidência” muitas coisas aconteceram.

“Vontades sóbrias” surgiram em meio a “instinto, sentimento, crenças”. Altas madrugadas passaram e em uma delas o “momento coringa” surgiu. Como num jogo de cartas onde um aguarda o sinal do outro para abaixar as cartas e deixar a mesa.
Dizem que em algum lugar estava “renovando esperanças” e enquanto a min enxergava em “escala de cores” esperando “presentes de natal”.  Mas tudo que tinha eram apenas “previsões e predições”.

Gostei bastante de “cerejas para o natal”, mas eu estava tão cego que tinha me esquecido que “é tudo programado”. Estava perdido “entre palavras e elétrons” que me esquece das “palavras de Sammy”.

“Mudanças pelo caminho” estão sempre acontecendo. Hoje “coming home” percebi que estava “sem visibilidade” e que o “genoma e comportamento” alteram fatores. Um “novo ciclo” pretende começar, eu só queria intender “aquela porta” já que a “flor de Aizen” murchou. Eu poderia perguntar se “saberia a resposta”, mas eu não sei “what truth”.

Engraçado aquela “saudade”! Mas essa eu deixo para as “considerações do autor”. Se havia ou não “guerra de egos” já não importa mais. Estou curioso pra saber como isso tudo vai estar “daqui a sete anos”.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Genoma e comportamento


O gene é o causador de varias características expressadas por um individuo.  É ele quem decide o que você vai vim a desenvolver durante o crescimento. E olhando para esse mar de protótipos perambulando pelas ruas, vemos uma enorme variabilidade de caracteres. 

Tudo isso é possível graças aos transposons que formam cerca de 13% do genoma humano. Eles são simplesmente genes moveis que ficam trocando de lugar dentro do nosso genoma, e como consequência, temos o silenciamento de certos genes ou ativação de genes que se encontravam adormecidos. Isso explica o comportamento de tantos seres que vemos por ai.

O nocaute de um gene pode vir a desencadear uma paralização e a partir dai você perde a expressão daquele gene. A célula morre. Talvez nas pessoas isso possa ser algo parecido como “há cansei, não quero mais”, e dessa forma alguma coisa foi nocauteada, silenciada, foi morta.

E por outro lado, a ativação de um gene que se encontrava adormecido, desencadeia uma expressão nova uma característica nova. Podendo ser muito produtiva ou maléfica. Ou seja, nasce um novo comportamento e a célula expressa uma nova atividade. Em Pessoas, talvez isso possa explicar os novos comportamentos de alguns indivíduos, Talvez possa ser o renascimento de alguma coisa que se encontrava morta, silenciada, nocauteada.

Chega a ser engraçado tudo isso. Porque eu fui mais uma vitima da ação dos trasposons. Uma parte do meu genoma foi ativada, desencadeou muitas ações diferentes das quais eu era acostumado a tomar e de repente foi nocauteada. E o pior de tudo é que, quem acordou o gene adormecido me ensinou a lidar com isso na sua presença, mas esse alguém não me ensinou o que fazer quando ele tiver ido embora. Penso que, se essa expressão se encontrava oculta no genoma, talvez fosse pra ter continuado dessa forma. Oculta e inativo.

Acho que tomei uma certa antipatia por transposons, mas infelizmente eu não tenho poder sobre eles, ninguém tem. Afinal nesse exato momento os transposons de qualquer ser vivo, esta brincando com lego no genoma. Construindo grandes arranhásseis e logo em seguida destruindo, deixando apenas tijolos e destroços do que um dia você chamou de gene. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Instinto, sentimento, Crenças



Da sacada do prédio eu fiquei olhado pro horizonte, observei uma pequena parte desses milhões que habitam este planeta. O vento trazia questões de todos os lados. E em meio a tantas brisas, a que bateu de frente comigo foi, porque sentimentos complicam pessoas enquanto o Instinto ajuda animais? Qual a razão evolutiva de Instintos se tornarem sentimentos?

A diferença entre humanos e animais é o poder de raciocínio e domínio da razão, isso é o que dizem por ai. Instinto é uma resposta automática do corpo perante a certa ocasião, onde a consciência é inativada. Já o sentimento é despertado por algum fator externo. Seja ele amor ou ódio, felicidade ou frustração. A consciência passa a ser bajulada por algum tipo deles. E geralmente quando um toma conta do ser, não há espaço para outro. Afinal não tem como alguém amar e odiar ao mesmo tempo, ninguém esta feliz e frustrada ao mesmo tempo.

Talvez pelo o fato de termos a capacidade de raciocínio os nossos instintos viraram sentimentos.  Talvez o cara lá de cima quisesse que as pessoas tomassem consciência disso, de saber que razão e coração podem andar juntos. Mas não é isso que as pessoas dizem por ai. Na sabedoria popular razão e coração são inimigos mortais. Não existindo se quer compreensão.

 “O amor é o único sentimento egoísta, por que quando acaba ele não aceita amizade”. Quem foi que disse que depois de compartilhar uma boa fase da vida com alguém, você tem que odiá-lo no final? Quem disse que a amizade tem que morrer junto com o que foi construído? São apenas perguntas que ninguém sabe responder, porque ninguém usa sua razão para compreender e saber separar os fatos. Elas estão sempre presas em crenças que foram ditas a elas.

Por isso que entender o comportamento animal é mais fácil que o de pessoas. Pra eles companheiro vai ser sempre companheiro. Não existe essa de “te amo” e depois “te odeio”.  Ainda estamos longe de intender o “animal” chamado pessoa. Se ser uma pessoa é vendar os olhos da razão, eu prefiro continuar sendo o animal que sou. Por que assim minha mante se mantem aberta para construir minhas próprias crenças. 

sábado, 17 de março de 2012

É tudo programado



A simples molécula de Ácido desoxirribonucleico ou DNA é onde contem as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento de todos os seres vivos.  Constituídas por varias ligações químicas, uma molécula de açúcar ligado a um carbono adjacente formando ligações fosfodiester, e as bases nitrogenadas por ligações de hidrogênio. Um pouco difícil de intender assim como as próprias pessoas.
Pare se replicar o DNA se divide em duas fitas moldes, e depois são adicionados primers para que se forme uma nova fita e conseguintemente de origem a um novo seguimento. As ligações de hidrogênio localizadas no interior da molécula são ligações fracas, e por isso, temos a facilidade de se separar e originar novos seguimentos.

Quando duas pessoas se esbarram por ai nesse imenso mecanismo celular, a suas bases nitrogenadas se ligam, através do o sequenciamento TAGC.  Elas permanecem unidas sem nenhuma certeza de quanto tempo aquilo vai durar. O Motivo é bem simples, as ligações de hidrogênio são muito instáveis, se quebram com muita facilidade. Basta surgir uma enzima e tudo se perde num novo molde.

A helicase provocou a abertura da minha dupla hélice de DNA, ela fez a separação das ligações de hidrogênio e separou as fitas. De um lado os primers começaram a agir, esta sendo reconstituído um novo seguimento ali. Mas do meu lado, a fita perdeu muitos nucleotídeos, ela não esta se encaixando em lugar nenhum. Ela foi descartada pela célula. A duvida que surgi é, ate onde eu podia dizer que estava ligado? A minha ingenuidade serviu de substrato para a ação da helicase? Afinal, desde onde e quando começou?

Esta tudo tão claro no código genético que eu chego a odiar a biologia molecular. Ácido desoxirribonucleico. Como o próprio nome já diz, é tudo muito ácido nessa brincadeira, tudo muito corrosivo, tudo muito complicado. A partir do momento em que as pessoas começarem a descondensar seus cromossomos, revelar o verdadeiro substrato das enzimas e deixar as falsas ligações de lado, ai sim, nesse momento poderemos entender um pouco o que cada um de nos procuramos.  O que realmente seremos. Por que afinal, tudo não passa de encaixe.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Coming home


O céu chorava novamente, parece que virou costume ele desaguar sobre nossas cabeças aos finais de tarde. As gotas geladas lavaram a poeira de mais um dia quente. Os rastros se dissolveram no meio da enxurrada.  
Ao chegar em casa minhas pegadas foram apagadas, nem mesmo eu, sabia por onde estive andando.

Eu podia ter entrado rapidamente e ter procurado alguma roupa seca ou um banho quente, mas não. Preferi ficar sentado no jardim tomando aquela chuva que insistia em cair. Olhava para o nada e lembrava de tudo.  A mente ia construindo todos os meus passos caminhados.

Cada pingo d’agua que escorria pelo meu corpo era como uma de minhas células que se soltava de min. Elas iam se encontrando umas com as outras e crescendo, formando veias e artérias. No fim eu já estava perdendo tecidos, órgãos e sistemas.  Eu ia me desfazendo aos poucos. Eu estava deixando de existir, foi à sensação que bateu.

Eu estava sendo apagado de algum HD como se eu fosse um vírus altamente danificam-te. Todas as fontes de informação, conexão ou ligação estava sendo banido com uma nova instalação de um software. Eu resolve entrar e aquecer a pele fria que já não sentia mais.

É tão fria essa casa! Parado na sala eu não sabia pra onde ir. Já havia marcas d’aguas no chão, mas eu não me lembrava de ter entrado. No quarto tudo estava bagunçado, era como se eu já tivesse passado por lá, mas não me lembrava. Foi quando olhei para o computador que me dizia a seguinte frase: “Você tem os olhos em toda parte, e você não tem tempo para se lembrar de como era. É tão frio nessa casa!”.

 Desconheço o significado de lavar a alma, mas uma coisa parece clara, talvez em algum lugar a chuva tenha lavado minha existência.

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma lenda, uma coincidaencia


 Parece que no fim das contas eu ainda tenho vagado por boas memorias, tido recaídas, automatismos que não fazem mais sentido. Alguma coisa se perdeu enquanto eu estava fora.  

Tenho andado pelas ruas olhando nos rostos das pessoas procurando o que eu perdi, procurando pela peça perdida. Meus olhos trabalham seu minha consciência, ligados a qualquer simples detalhes que ficaram na guardados na memoria. A adrenalina transborda quando dou de cara com um rosto parecido, com detalhes parecidos, mas no fim tudo não passa de mais uma peça pregada por minha mente. O sague mancha a blusa de novo.

Reza a lenda que o corte causado por uma katana cega nunca para de sangrar, mesmo quando a ferida parece ter se fechado. O motivo é por que, no fundo, o espadachim não tinha a intensão de ferir. Era só um aviso para se afastar. A lenda ainda diz que o sague vai parar de escorrer quando o espadachim guardar sua espada, permitindo seu retorno.

Mas isso não passa de uma velha lenda contada em meados da era meiji. Verdade ou não, eu tenho trocados minhas blusas constantemente. Quando me distraio a mancha surge. Não sei se katanas existem, não sei quanto sangue ainda me resta, não sei se a peça quer ser achada. Eu só sei que não sei voltar pra casa, não sei ignorar, não sei pra onde olhar!

domingo, 11 de março de 2012

O céu a noite


Há muito tempo não reparo na lua. É noite de lua cheia, em meio a tanta escuridão a luz da lua ainda sim consegui iluminar o quintal. Tudo esta quieto, consigo sentir a brisa gelada da madruga em minhas costas enquanto conto as estrelas.  Estrelas...

Olhando pra elas agora é como se elas fossem uma multidão de pessoas no céu. Umas insistem em brilhar mais que outras. Algumas bem coladinhas e algumas solitárias, isoladas. Olhando daqui parece que uma delas não quer nada além de pensar, de ter um tempo só pra ela. Parece que ela carregaria a constelação nas costas em troca de segurança das outras estrelas. Buscando forças com a lua para ajudar a seguir enfrente.

Muito comum em pessoas também. Tem vezes que elas somem buscando por um tempo pra si mesmo, questionando duvidas cruéis em suas mentes, ganhando forças pra combater seus medos. Pra fazer a escolha certa, algumas preferem carregar todo o fardo sozinha poupando pessoas proximas. Somente as pessoas puras são assim.

Quando a situação se encontra de cabeça pra baixo, onde tudo joga contra você, o desespero e o medo tomam conta. Pra quem está de fora é muito fácil falar, por que não temos conhecimento de como é sentir na pele de verdade. É por isso que o toque, um abraço, um beijo fale mais que meras palavras jogadas ao ouvido. A sensação de se sentir querido e protegido é o que importa.

Não sou um astro luminoso nem um amante da lua, apenas mais um sonhador.  Espero que essa luz que toca este mesmo chão que estou sentado agora possa te iluminar também.  Quando uma estrela se encontra sozinha há muito tempo as outras começam a procurar por ela, por que é isso que amigos fazem. Eles não te esquecem!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A Flor de Aizem


Certo dia, Mae e filho passeavam juntos pelas ruas da cidade. De mãos dadas, brincado e sorrindo eles andavam pela calçada. A criança devia ter uns cinco anos de idade a mãe também era jovem.  A criança era bem curiosa sobre o mundo ao seu redor, a mãe tentava responder as simples perguntas de curiosidade.

A mãe resolveu comprar flores para sua casa. Enquanto ela conversava com a vendedora, Aizen ficou parado observando as flores que havia por ali. Ele permaneceu quieto sem expressar nada ate sua mãe o chamar para ir embora. No carro, a mãe percebeu que Aizen este muito quieto e perguntou o que ele tinha. 
O pequeno Aizen perdido em tanta curiosidade, perguntou a mãe porque as flores murcham. A mãe inocentemente respondeu que era porque elas ficavam tristes quando se separavam de amigos.

Apesar de ser apenas uma criança, aquela resposta não acalmava Aizen. Por Alguns dias ele cuidou de duas flores que a mãe havia comprado. Aizen decidiu cuidar delas em vasos separados, mas pertos uma da outra. Ele as observava todos os dias, cuidava delas como se fossem irmãos aos quais nunca teve.

Quando seus novos vizinhos chegaram, Aizem notou que havia uma nova maninha de mesma idade morando na casa em frente. Ela tinha uma postura fechada, não falava muito e todas as vezes que os dois se esbarram com as caras na rua, ela sempre ficava olhando pro chão. Aizem um dia resolveu pergunta-la porque ela olhava pro chão. E Dolores respondeu que tinha medo da nova vizinhança e que se separou de sua antiga vizinha. Então Aizen correu ate em casa, e pegou uma das flores de que cuidava e deu a Dolores. Disse que era pra ajudar a se sentir melhor.

E durante tempos ela cuidou da flor de Aizem. Tornaram-se grandes amigos e brincavam juntos aos fins de tarde. Uma vez enquanto corria, Aizem caiu e se machucou, um pequeno ralado em seu joelho se formou. Chegou em casa chorando, e a mãe o socorreu. Enquanto a mãe cuidava do ferimento, Aizen cheio de caretas de dor, perguntou por que os ralados doíam tanto. E a mãe respondeu que era pra nunca se esquecer de bons momentos mesmo que doessem.


Um dia pela manha, Aizem notou que sua flor havia murchado, saio correndo ate a casa de Dolores e  chamou ate se cansar. Mas ninguém atendeu. Então ele voltou pra casa cabisbaixo, com uma carinha triste. A mãe já sabendo que Dolores havia se mudado, perguntou o que estava incomodando. Ele disse que foi ate a casa de Dolores e não tinha ninguém lá. Então sua mãe lhe contou que Dolores havia se mudado e que não queria ter contado pra ele. Aizem permaneu imóvel por alguns segundos, contendo as lagrimas ele foi ate a flor murcha que estava no quarto.  Ficou lá por horas. Ate que procurou por sua mãe e apontado para seu peito perguntou: - Mamãe, esta doendo, dói muito. Mas eu não vejo nenhum ralado, não vejo nenhum sangue. Por que dói tanto? A mãe quase sem palavras manteve a mesma resposta. Dizendo que era pra nunca se esquecer de bons momentos mesmo que eles doessem. E novamente Aizem perguntou por que as flores murchavam, e mãe tornou a dar-lhe a mesma resposta, dizendo que era por que elas se separam de amigos.


A moral da historia de Aizen é que não tem moral! Temos que conviver com simples fatos de que pessoas entram e saem de nossas vidas a todo o momento a qualquer hora. E mesmo que não queremos, os tempos mudam e aqueles que mudam com ele sobrevivem!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Considerações do autor



Sabe, era pra min sentir frustrado, desorientado e sem rumo.  Era pra ter ficado com sensação de não entender nada. Mas não! É o contrario que tomo conta. Eu entendo, eu percebo, eu prevejo.

Eu sabia desde o começo que sua passagem seria rápida. Você cruzou meu caminho tirou meus óculos para me fazer ver como é ser um míope de verdade. Depois os colocou de volta e seguiu seu caminho. E quando esfreguei meus olhos você se foi. Ate as pegadas você apagou para que eu não às seguisse.  Tomara que nossos caminhos sejam uma parábola e não retas paralelas.

Você reavalia sua vida quando você comete erros. Você não cometeu, eu não cometi. Só fui esfaqueado! A ferida foi profunda, a lâmina esta obstruindo a artéria principal, impedindo que o sangue escorra.  Ela vai se curar, porem como em todo ser diabético, ela vai demorar a cicatrizar. Mas sem nenhum remorso!

Não sei se você esta lendo essa “bobagem”, mas se tiver, você deve estar se sentindo um pouco mal ou não. Mas eu quero que saiba que eu entendi sua escolha. Foi difícil compreender, foi difícil aceitar, mas o que posso fazer afinal sou apenas uma criança ingênua brincado de viver. Só queria ter tido a chance de ter espantado o seu bicho papão. Não guardo magoas, apenas boas lembranças. Fico feliz por você ter cruzado meu caminho e descontente por não ter tido tempo de agradecer.

Se algum dia bater aquela vontade de me ver, você vai saber me encontrar!

domingo, 4 de março de 2012

Previsões e predições


Conhecer de perto a previsão é saber conviver com a predição. Quando ambas caminham juntas você se perdi na noção do que esta pra acontecer ou se realmente vai acontecer. Implica em uma alta carga de responsabilidade em colocar as peças no tabuleiro corretamente.

Tudo que se torna previsível de mais acaba sendo usado em estratégias preditas mais a frente. Deixando o jogo calmo, porem entediante. Quando as predições não se encaixam, acaba deixando as peças agitadas, desconfiadas. Com isso a previsão chega tarde de mais, por que não se encontra mais as peças no jogo.  É você falhou!

Toda falha causa um baque interno, abala tudo por dentro. Mas ele te mostra outra forma de jogar. Começo analisando todos os arremessos do dado, jogadas displicentes, regras do jogo. E tudo isso se transforma em novas previsões para as próximas partidas.

Falhas devem ser vistas como ponto de partida para um melhor compreendimento deste jogo chamado “viver”. Onde o próprio tabuleiro vai te mostrar os pontos cegos e os obstáculos a serem vencidos. Novas peças surgiram, e com elas novas predições e previsões sobre elas. E tudo que tem a fazer é jogar com a experiência de partidas anteriores. Mas desta fez você vai prever as falhas no tempo certo e vai saber posicionar as peças corretamente.

sábado, 3 de março de 2012

Hate


Eu odeio... Odeio gritos, odeio silencio, odeio comer, odeio ficar sem comer, odeio ver, odeio não ver, odeio a bagunça, odeio chorar, odeio o claro, odeio o escuro, odeio o sol, odeio a chuva, odeio o passado, odeio presente, odeio o futuro, odeio!

Odeio pensar, odeio não pensar, odeio sentir, odeio não sentir, odeio ligar, odeio não ligar, odeio ser novo de mais, odeio ser velho de mais, odeio meus genes, odeio ser inútil, odeio ser preguiçoso, odeio habilidades inúteis, odeio minha mente, odeio ser igual, odeio pensar igual, odeio agir igual, odeio ser limitado. Odeio quem eu fui, odeio quem eu sou, odeio quem eu vou ser. Só odeio!

Odeio prever, odeio não prever, odeio a realidade, odeio ilusões, odeio analisar, odeio ligar os pontos, odeio preocupar, odeio escrever, odeio não escrever, odeio sonhos, odeio perder tempo, odeio correr atrás de tempo, odeio esperar, odeio cansaço, odeio ser deletado, odeio a ausência, odeio a doença, odeio o remédio, odeio a distancia, odeio as lembranças, odeio a saudade. Odeio odiar!

quinta-feira, 1 de março de 2012

what truth?



Acho que tenho tomado gosto pela 
solidão do escuro enquanto vago por teses sem nenhum nexo. E quando estou completamente tomado pela raiva que cerca esse nosso mundo de mentiras, uma simples foto muda tudo.


Chego à conclusão que não se pode ficar olhando de mais para o abismo, por que ele também esta te olhando. E não se sabe o que se encontra no curto espaço de tempo de queda livre.

Nascendo assim perguntas do tipo, Qual seu proposito? Qual sua posição neste mundo? 
Para onde você deve ir? Onde você pode encontrar a paz interior? Uma coisa fica bem clara nisso tudo, estamos presos numa falsa existência.

Alguns tubarões são ovovivíparos, o que significa que os ovos eclodem dentro do corpo da fêmea, e então eles nascem. Porém, com algumas espécies, o numero de ovos que eclodem não é compatível com o numero de nascidos. Sabe por quê? Canibalismo! No momento em que eles nascem, a matança começa. Além de si próprios tudo não passam de comida.

Porém não somos peixes, somos humanos... Só se percebe a verdadeira natureza no momento da morte. Restando uma escolha, abrir bem os olhos. Afinal, este mundo é mesmo cheio de mentiras!