quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Filosofia Carioca

Filosofei!
Mas dessa vez eu filosofei bonito.
Tao bonito,
Que me rendeu ate apelido;
Guru do Amor!

E Como guru do amor
Eu resolvi compor.
Compus poesia sobre amor,
Traduzindo toda aquela dor;

 Amor é nostalgia constante,
Funciona como um calmante,
Valioso como um diamante,
Meticulosamente excitante,
Intensamente alarmante,
Singelamente deslumbrante!

Querias eu ter amado, mas só tive Paixões
Que nada mais és do que euforia de conexões
Ardência de tesões
Carência de compreensões!

Mas um dia eu amarei.
E me lembrarei,
Daquela nossa conversa onde filosofei
E de onde me orgulhei
De ter sido batizado de;


Guru do Amor! 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Fecho a janela, Abro a porta

Abre ano e fecha ano
E não concluo nenhum plano cartesiano.
Então dessa vez resolvi passar um pano,
Nesse pobre ser humano,
Que vive matutando,
Com o cérebro quase pífano.
Portando, Fui ali toma um ar
Pra poder me libertar,
Aprender e ensinar
Enlouquecer e depois filosofar,
Agradecer e agradar,
Sorrir ate chorar,
E se acaso algum dia eu voltar,
Mil historias eu não vou te contar.
Mas vou fazer você pensar;
Ano novo, tudo novo ou tudo de novo?

Fecho a janela, abro a porta
Não espere por minha volta!



domingo, 20 de dezembro de 2015

Palavras cuspidas

Brinco de ser poeta,
Mas poesia não sei fazer.
Alias nem sei como me abastecer
Se poeta eu não consigo ser.
Na verdade eu odeio poesia,
Mas ultimamente venho sofrendo de asfixia.
E encontro nesses versos
Uma maneira de sentir o universo.
Sempre com muitas perguntas e poucas respostas.
Fazendo dessas estrofes um jogo de apostas.
Procurando na filosofia,
Alguma forma de sintonia.
Escutando corações,
E sempre deixando reflexões.
E constantemente pergunto sem muita inspiração;
Sabes a diferença entre amor e paixão?




Musica tema:



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A garota de sorriso pobre


Vivia sempre sorrindo
 Mas seu sorriso era pobre.
 Pobre de sorriso, pobre de alegria.
 Porque no fundo ela só sofria
 Porque tudo doía.

Sorriso dolorido
Não era nada colorido
Seu mundo era cinza, nada ameno
Porque no fundo ela vivia sofrendo.

Então eu a vi
Sempre sorrindo, sempre se escondendo
Sem perceber
Que no fundo eu estava vendo.

Então me aproximei,
E ela se assustou.
Eu disse que amei,
E ela se afastou.

Entao escrevia,
Sem alegria,
Sem sintonia,
O que hoje, virou poesia!


Musica tema : Funkadelic - Maggot Brain

OBS: Odeio poesia, mas essa gritava na minha cabeça.( E vá toma no cú! )
          

domingo, 8 de novembro de 2015

Um domingo qualquer

Estava eu pensando...  entre uma ideia e outra, em meio a uma poesia e outra, adentre a uma filosofia de bar e outra e ate mesmo entre uma conversa pós orgasmo e outra, e  parece que ultimamente as pessoas carecem de companheirismo. Parece que o mundo vem carecendo de companheirismo.  Não sei se é só uma observação minha dos lugares e pessoas onde costumo frequentar ou se realmente vem acontecendo tal fenômeno.  O curioso é que eu já ouvi essa mesma “reclamação” de um bom numero de pessoas (de ponto de vista ate diversificado).  E acabou que fiquei com isso na cabeça. E ai nasce a pergunta; estamos realmente carentes de companheirismo ou é apenas mais um delírio de um mundo conectado virtualmente?

Se sim, o mundo esta mesmo carente de companheirismo, Porque surgiu tal problema? E como nos comportamos em relação a isso? O que eu vejo muito por ai são casais que assumem um rotulo por ego e vontade de se mostrar pra outras pessoas, e no fundo não há conexão alguma entre as partes. Vejo também casais de longa data e com vasta historia mas que não são habituados em dizer um “não” como resposta quando realmente não querem tal coisa. E vejo também aqueles que são desgarrados, solitários por natureza. O que talvez no fundo esse comportamento seja oriundo de uma falta de conexão. E tem aquela coisa também “existe amizade e existe companheiro. Afinal companheiro é companheiro e filho da puta é filho da puta.” E em meio a isso tudo, como definimos companheirismo?

Bom, acho que é justamente por ai que começa o problema. Embora todo mundo tenha uma ideia de companheirismo abrangente, cada um tem uma definição diferente. O que acaba gerando certa divergência. A minha opinião é que o companheirismo começa pelo respeito. O respeito do ser e das ideias que o acompanha. O que não necessariamente você seja obrigado a concordar com tudo. E é justamente ai que o respeito entra. Em segundo plano saber dizer e entender a gravidade de um “não” é crucial.  E esse é um ponto chave no entendimento da coisa também.  Afinal nos somos aculturados a não poder falar não. Aculturados de tal modo que se você dizer “não” é errado. E é por isso que muita gente não consegue negar um pedido mesmo ela odiando a oferta. E ai passa a fazer as coisas para agradar o outro, o que faz com que o respeito não exista. Gerando um efeito cascata.

Imagino que aplicando esses dois conceitos (o “não” e o respeito) atinge-se um estado de entendimento. Entendimento do próprio ser e do ser que o acompanha. Isso faz a verdade ser simples de se compartilhar. Tornando a relação, seja ela qual for, mais confiável. O resto dos atributos se constrói no decorrer da caminhada.

Embora todo esse debate seja apenas uma observação, com muitas pontas soltas e de certa forma um raciocínio ate meio cru, essa é a reflexão que deixo com vocês. Companheirismo! Porque nem sempre se vive de solidão nesse mundo. É preciso interagir e deixar-se interagir. Interagir pra conectar.  Conectar pra aprender e aprender pra acompanhar.


E você, é bom companheiro? Ou alguém pode negar?


Musica tema: Hans Zimmer's Inception in Concert in Vienna

domingo, 1 de novembro de 2015

Base ar

Ascendo um baseado
E baseado em fatos ver-os- símios,
Penso e reflito com meu baseado.
Me baseio de ideias sem base e sem ado.
E no final, eu já embasado de tudo que me baseava
Deixo de basear e apago o baseado!

Musica tema: Mixtape 015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O lance da poesia
Feita com dor e sem cortesia,
É que ela mata por asfixia
O que antes era alegria.

Versos cuspidos pelo coração
Traduz a simples vontade de expressão.
Preenchendo buracos vagos
Com qualquer historia e alguns tragos.

Ai você pensa,
E repensa, e vê que,
Por trás dos tragos e historia
Existe sempre uma dedicatória!


Musica tema:   Mixtape 013